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Nunes Marques manda suspender pesquisa com queda de Flávio Bolsonaro

Divulgação do levantamento ocorreu após vazamento de um áudio de uma conversa do senador pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro.

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  • O presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou a retirada de uma pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto AtlasIntel.
  • A decisão foi tomada após o PL apresentar uma ação argumentando que as perguntas formuladas poderiam influenciar respostas negativas sobre Flávio Bolsonaro.
  • O levantamento ouviu mais de 5 mil eleitores e teve margem de erro de um ponto percentual, com 95% de nível de confiança.
  • A decisão será submetida à análise do plenário do TSE na sessão prevista para a terça-feira (10).
Ministro Nunes Marques | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (9) a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto AtlasIntel. A decisão atinge a manutenção e a divulgação dos dados nos canais oficiais da empresa responsável pelo levantamento.

O levantamento divulgado em maio indicava uma redução de cinco pontos percentuais nas intenções de voto do senador e pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro. A divulgação ocorreu após a repercussão do vazamento de um áudio envolvendo o parlamentar e o empresário Daniel Vorcaro.

Ministro vê indícios de influência nas respostas

Na decisão, Kassio Nunes Marques apontou a existência de indícios de que a formulação do questionário poderia ter influenciado as respostas dos entrevistados. Segundo o magistrado, haveria elementos que sugerem possível comprometimento da metodologia utilizada na pesquisa.

A decisão foi tomada de forma individual pelo presidente da Corte, mas deverá ser submetida à análise do plenário do TSE na sessão prevista para esta terça-feira (10). Os ministros decidirão se mantêm ou não a determinação.

Pedido foi apresentado pelo Partido Liberal

A medida atende a uma ação apresentada pelo Partido Liberal (PL). Na representação, a legenda argumentou que parte das perguntas formuladas pelo instituto teria sido estruturada de maneira a induzir respostas negativas relacionadas a Flávio Bolsonaro.

Segundo o PL, das 49 perguntas aplicadas no levantamento, oito abordavam diretamente o Banco Master e teriam sido apresentadas de forma sequencial. Para o partido, essa estratégia poderia influenciar a percepção dos entrevistados e interferir nos resultados da pesquisa.

Levantamento ouviu mais de 5 mil eleitores

O Instituto AtlasIntel informou que a pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 18 de maio, com a participação de 5.032 eleitores em todo o Brasil. De acordo com os dados divulgados pela empresa, a margem de erro do levantamento é de um ponto percentual, com 95% de nível de confiança.

O caso volta a colocar em discussão os critérios utilizados em pesquisas eleitorais e os limites para a elaboração de questionários durante períodos pré-eleitorais. A análise do plenário do TSE deverá definir se a suspensão da divulgação da pesquisa será mantida ou revogada.

O PL disse que houve uma progressão:

  • medo eleitoral;
  • comparação Lula x Flávio;
  • fraude financeira;
  • Banco Master;
  • Daniel Vorcaro;
  • conversas vazadas;
  • possível envolvimento direto;
  • impacto sobre voto;
  • enfraquecimento da candidatura;
  • retirada da candidatura.

E o áudio, segundo a legenda, não poderia ser usado na pesquisa porque não tem prova de autenticidade.

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