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Moraes volta a pedir manifestação da PGR sobre arma de Bolsonaro após relatório da polícia

Ministro dá 48 horas para PGR e defesa se pronunciarem após conclusão do inquérito, que não pediu o indiciamento do ex-presidente

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  • Ministro Alexandre de Moraes determina que PGR se manifeste sobre apreensão de arma de Bolsonaro.
  • Policia Civil do DF concluiu inquérito e não indicia ex-presidente por manter arma em casa.
  • Segurança de Bolsonaro foi indiciado, enquanto ex-presidente mantinha arma registrada.
  • Defesa de Bolsonaro afirma que arma está regularmente registrada e devolvida à residência.
  • Arma foi apreendida durante blitz e estava com segurança que afirmou ter sido retirada da casa.
O ministro do STF, Alexandre de Moraes | Foto: GUSTAVO MORENO/STF
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) volte a se manifestar sobre a apreensão de uma arma de fogo pertencente ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Em despacho publicado nesta quarta-feira (1º), Moraes deu prazo de 48 horas para que a PGR e a defesa de Bolsonaro se pronunciem sobre a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros e de um carregador sobressalente encontrados com um segurança do ex-presidente.

A decisão foi tomada após a Polícia Civil do Distrito Federal concluir o inquérito que apura se Bolsonaro cometeu alguma irregularidade ao manter uma arma de fogo em sua residência, em Brasília, onde cumpre prisão domiciliar humanitária para o cumprimento da pena de 27 anos e três meses imposta no processo da trama golpista.

Polícia Civil não indicia Bolsonaro

No despacho, Moraes registra que a Polícia Civil pediu o indiciamento apenas do segurança de Bolsonaro, o segundo-sargento do Exército Estácio Leite da Silva Filho.

Segundo a investigação, o ex-presidente não cometeu crime ao manter, em casa, uma arma devidamente registrada, mesmo estando em prisão domiciliar.

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) | Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Gonet pediu conclusão do inquérito

Moraes já havia determinado, em 24 de junho, que a PGR se manifestasse sobre o caso. No dia seguinte, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, enviou parecer ao STF afirmando que, naquele momento, não identificava falta grave na conduta de Bolsonaro, mas defendia aguardar a conclusão do inquérito antes de emitir um posicionamento definitivo.

O episódio noticiado, que se encontra em estágio inicial de esclarecimentos na instância própria, não indica, neste momento processual, a concretude de situação caracterizadora de falta disciplinar ou de descumprimento das condições de cautela a que o condenado está submetido.

Ao determinar uma nova manifestação da PGR, Moraes leva em consideração que a investigação da Polícia Civil já foi concluída.

Como surgiu o caso

A pistola e o carregador foram apreendidos por policiais militares do Distrito Federal durante uma blitz de rotina realizada em Taguatinga, na noite do último dia 15. O material estava com o segundo-sargento Estácio Leite da Silva Filho.

Levado à delegacia, o militar afirmou que atuava na segurança de Bolsonaro e informou que a arma pertencia ao ex-presidente.

Após a divulgação do caso, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) informou, em nota, que não é responsável pela segurança de Bolsonaro e que o militar não integra o quadro funcional do órgão. Também afirmou que o veículo abordado na blitz não pertence ao GSI.

Em depoimento à Polícia Civil, Estácio Leite da Silva Filho disse que a arma apresentava defeito e que havia sido retirada da residência de Bolsonaro para ser encaminhada a um especialista em reparos. Segundo ele, a pistola seria devolvida no dia seguinte.

No último dia 17, a defesa de Bolsonaro confirmou que a arma pertence ao ex-presidente. Em manifestação enviada ao STF, os advogados afirmaram que a pistola está regularmente registrada e sustentaram que nunca houve determinação judicial para sua apreensão.

"Tendo em vista que não houve determinação de cancelamento de seu registro e para a entrega da arma, esta deveria, de fato, estar em seu endereço residencial, onde Bolsonaro hodiernamente [atualmente] se encontra custodiado", escreveu o advogado Paulo Cunha Bueno. Segundo a defesa, foi o próprio Bolsonaro quem constatou que a arma apresentava problemas de funcionamento.

(Com informações da Agência Brasil)

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