- Ministro Alexandre de Moraes pede investigação contra André Mendonça por suspeitas de improbidade e abuso de autoridade.
- Quebra de sigilo revelou mensagens entre Moraes e ex-dono do Banco Master, levantando dúvidas sobre imparcialidade.
- Mendonça teria conduzido investigações de forma irregular, priorizando interesses políticos e pessoais.
- Petição cita Constituição e regimento do STF, afirmando que crimes de magistrados devem ser analisados pelo colegiado.
- Moraes alega que Mendonça agiu com perda de imparcialidade, comprometendo a condução das investigações.
A crise entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) ganhou um novo desdobramento após Alexandre de Moraes solicitar que o presidente da Corte, Edson Fachin, abra uma investigação contra André Mendonça.
Moraes aponta que há indícios de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria dos casos Master e INSS.
QUEBRA DE SIGILO
De acordo com Moraes, Mendonça teria usurpado as autoridades policiais da direção das investigações. Além de ter conduzido de forma irregular tratativas de eventual delação e direcionado, por “motivos pessoais e políticos" a investigação de determinados alvos citando o próprio nome e o do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
A petição também citou a Constituição Federal e o regimento de diretrizes do STF afirmando ser competência do colegiado analisar possíveis crimes cometidos por magistrados.
Segundo Moraes, o relatório da PF indica medidas tomadas por Mendonça “com flagrante perda de imparcialidade”.