- Ministro Moraes reúne-se com defesa de Bolsonaro para decidir sobre prisão domiciliar.
- Apreensão de arma em nome de Bolsonaro motivou reavaliação da medida.
- Defesa nega irregularidades e pede manutenção da prisão domiciliar.
- PGR defende que decisão deve aguardar conclusão das investigações.
- Expectativa de decisão de Moraes após reunião com advogados na terça-feira.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve se reunir na próxima terça-feira (30) com a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro antes de decidir se mantém ou não a prisão domiciliar concedida ao ex-chefe do Executivo.
Segundo apuração da CNN Brasil, a audiência foi marcada após a apreensão de uma arma registrada em nome de Bolsonaro, fato que levou Moraes a reavaliar a renovação do benefício.
Arma motivou reavaliação
Bolsonaro completou 90 dias de prisão domiciliar na última quinta-feira (25). A expectativa era de que a medida fosse prorrogada automaticamente, mas a apreensão da arma alterou o cenário e fez o ministro abrir nova análise sobre o caso.
Diante do episódio, Moraes solicitou manifestações da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da defesa para esclarecer se houve eventual descumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-presidente.
Defesa nega irregularidade
A defesa de Bolsonaro sustenta que ele não cometeu falta grave e pede a manutenção da prisão domiciliar.
Já o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que a decisão sobre o benefício seja tomada somente após a conclusão das investigações relacionadas ao episódio da arma apreendida.
A expectativa é que Alexandre de Moraes anuncie sua decisão logo após a reunião com os advogados do ex-presidente, prevista para a próxima terça-feira (30).