SEÇÕES

Ministro do STF avalia julgar soltura de Bolsonaro após segundo turno

Ministro, que preside TSE, sinalizou a interlocutores que não tomará nenhuma decisão durante processo eleitoral; ex-presidente pede revisão criminal e liberdade provisória

Ver Resumo ▼
  • Ministro Kassio Nunes Marques sinaliza análise da revisão criminal de Bolsonaro após segundo turno eleitoral.
  • Defesa pediu suspensão da condenação e revisão da pena, alegando erros no julgamento e acesso às provas.
  • Nunes Marques evita decisão durante eleição para não interferir no processo e pretende levar ao plenário.
  • Revisão criminal busca reduzir pena de Bolsonaro e será analisada pelo plenário do STF.
  • Edson Fachin definirá data do julgamento caso o processo seja liberado para análise pelo plenário.
Jair Bolsonaro | Foto: Ton Molina/STF
Siga-nos no

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), sinalizou a interlocutores que pretende avaliar, após o segundo turno das eleições, o pedido de revisão criminal e de soltura do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN Brasil. Nunes Marques é também presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e indicou que não pretende tomar uma decisão sobre o caso durante o processo eleitoral.

Defesa pediu suspensão da condenação

A defesa de Bolsonaro apresentou em 1º de outubro um novo pedido ao STF para suspender a execução da pena do ex-presidente e revisar a condenação. Os advogados alegam, entre outros pontos, que a ação penal deveria ter sido julgada pelo plenário da Corte e questionam aspectos relacionados ao acesso às provas e à condução do processo.

O pedido está relacionado a uma revisão criminal protocolada em maio, que tem Nunes Marques como relator e ainda aguarda análise. Em setembro, a defesa havia desistido de um pedido específico para suspender imediatamente a execução da pena, mas a revisão criminal continuou em tramitação.

Ministro pretende evitar decisão durante eleição

Segundo os relatos divulgados, Nunes Marques sinalizou que não pretende analisar o pedido durante o período eleitoral para evitar que uma eventual decisão seja interpretada como interferência no processo eleitoral. O ministro indicou que pretende levar o caso ao plenário do STF após a conclusão do segundo turno, independentemente do resultado da eleição.

Antes disso, porém, não está descartada a possibilidade de Nunes Marques conceder uma liminar para suspender a execução da pena. Nesse cenário, a decisão seria posteriormente submetida ao plenário para análise dos demais ministros.

Revisão criminal será analisada pelo plenário

A revisão criminal apresentada pela defesa busca modificar a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes relacionados à tentativa de golpe de Estado. O ex-presidente foi condenado pela Primeira Turma do STF, em setembro de 2025. Votaram pela condenação Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino. O ministro Luiz Fux votou pela absolvição.

Os ministros André Mendonça, Nunes Marques, Gilmar Mendes, Edson Fachin e Dias Toffoli não participaram do julgamento da ação penal e poderão se manifestar na análise da revisão criminal. O processo foi distribuído a Nunes Marques por ele integrar a Segunda Turma e não ter participado do julgamento original.

Fachin define data de eventual julgamento

Caso Nunes Marques libere o processo para julgamento, a definição da data caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, responsável pela elaboração da pauta do plenário. A eventual análise da revisão criminal, portanto, dependerá tanto da decisão do relator quanto da inclusão do processo na pauta da Corte.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP