A ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB-MS), anunciou nesta quinta-feira (12) que pretende disputar uma das vagas ao Senado por São Paulo nas eleições de 2026. A confirmação foi dada pela própria ministra durante entrevista à imprensa no Fórum Nacional de Secretários Estaduais de Planejamento, realizado em Campo Grande.
Segundo Tebet, ainda não há uma data definida para deixar o ministério, mas a expectativa é formalizar a saída até o fim de março. “São Paulo é atravessar um rio, é atravessar uma ponte, é onde fiz meu mestrado, onde tive projeção política. (...) Política é missão, e eu vou com muita tranquilidade disputar um processo eleitoral que eu entendo muito importante para o Brasil”, afirmou.
A ministra também revelou que a possível candidatura vem sendo discutida há algum tempo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin. Apesar disso, ela ainda não confirmou se deixará o MDB para concorrer pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda de Alckmin.
De acordo com Tebet, o convite para disputar o Senado foi resultado de articulações políticas iniciadas meses atrás. “Tem seis meses que eu tenho sido provocada positivamente de que preciso cumprir um papel em nome do país. E quando isso chegou até mim, eu fui investigar a razão dessa convocação. E, para a minha grata surpresa, fui ver, inclusive, que São Paulo tinha me dado mais de um terço dos votos para presidente da República. Foi onde eu tive mais votos, é onde eu tenho mais acentuação”, destacou.
A ministra recordou ainda que conversou informalmente sobre o tema com Lula em 27 de janeiro, durante uma viagem oficial ao Panamá. Na ocasião, o presidente sugeriu que ela avaliasse a possibilidade de disputar uma vaga no Senado por São Paulo.
O convite formal ocorreu no dia 3 de fevereiro, após Tebet também dialogar com o vice-presidente Geraldo Alckmin.
“Eu fiquei de dar uma resposta apenas por uma razão, e falo isso com muita tranquilidade. Eu precisava das bençãos da minha mãe. Eu precisava conversar com a minha mãe que tinha expectativa de que eu pudesse voltar para a casa dela, pudesse estar mais próxima dela. Então, depois de explicar a situação para minha mãe, eu decidi cumprir essa missão”, concluiu a ministra.