- A Corregedoria do Ministério da Justiça abriu apuração interna sobre vazamentos de mensagens envolvendo Lulinha, Roberta Luchsinger e Marcola.
- O ministro da Justiça encaminhou ofícios à PF para investigar origem e divulgação das mensagens encontradas no celular de Roberta.
- O STF determinou investigação sobre vazamentos após autorizar terceiro inquérito contra Lulinha e apurar possíveis irregularidades.
- A defesa de Lulinha cobrou esclarecimentos sobre divulgação de informações, enquanto PF analisa mensagens suspeitas de corrupção.
- Lula reforçou que seu filho deve prestar esclarecimentos à PF, durante reunião com o advogado Marco Aurélio Carvalho.
A Corregedoria do Ministério da Justiça abriu uma apuração interna sobre vazamentos de mensagens relacionados às investigações envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, a lobista Roberta Luchsinger e o ex-chefe de gabinete da Presidência da República Marco Aurélio Ribeiro, conhecido como Marcola.
A apuração começou na semana passada e recebeu, nesta semana, um novo despacho reforçando a necessidade de investigação. O ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, também encaminhou ofícios à Polícia Federal, responsável por três inquéritos envolvendo Lulinha e pela análise das mensagens encontradas no celular de Roberta.
Apuração começou na semana passada
A investigação conduzida pelo Ministério da Justiça é interna. Os ofícios enviados à Polícia Federal fazem parte de um procedimento para solicitar informações e dar andamento à apuração sobre a origem e a divulgação das mensagens.
A medida ocorre após determinação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a abertura de um terceiro inquérito contra Lulinha e também determinou a apuração de possíveis vazamentos relacionados ao caso.
STF determinou investigação sobre vazamentos
Além da determinação judicial, o Ministério da Justiça foi procurado pela defesa de Lulinha para tratar da divulgação das informações.
O advogado Marco Aurélio Carvalho chegou a se reunir com o ministro Wellington César Lima e Silva. Na noite desta quarta-feira (19), ele também esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em uma reunião que teve como pauta principal a campanha eleitoral em São Paulo, onde Carvalho é coordenador do PT.
Durante o encontro, o caso envolvendo Lulinha também foi tratado. Segundo relatos sobre a reunião, o advogado voltou a reclamar da divulgação de informações das investigações.
Lula, por sua vez, reforçou o entendimento de que o filho deve prestar esclarecimentos à Polícia Federal.
Defesa voltou a cobrar esclarecimentos
As reclamações da defesa ocorrem enquanto a PF analisa mensagens encontradas no celular de Roberta Luchsinger. O conteúdo faz parte das investigações que apuram suspeitas envolvendo o grupo.
Entre as mensagens estão referências a encontros de negócios envolvendo Lulinha, reuniões relacionadas a possíveis parcerias com ministérios e a compra de joias por Roberta para Marco Aurélio Ribeiro, então chefe de gabinete da Presidência.
A Polícia Federal investiga suspeitas de corrupção e tráfico de influência envolvendo os investigados. Lulinha, Roberta Luchsinger e Marcola negam irregularidades.