- Ex-presidente da Câmara de São Paulo, Milton Leite, passou mal durante audiência de custódia e foi atendido em pronto-socorro.
- Audiência de custódia foi suspensa por causa da indisposição de Leite, que foi socorrido antes do procedimento.
- Milton Leite foi preso em Mogi das Cruzes por ordem da Operação Vectura Corrupta, que investiga suposta ligação com o PCC.
- Operação Vectura Corrupta cumpriu 16 prisões e 18 buscas, envolvendo políticos e empresários ligados a transporte e licitações.
- Leite nega acusações de envolvimento com facção criminosa e afirma ser inocente, enquanto investigação segue em andamento.
O ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo, Milton Leite, passou mal neste sábado (19) enquanto aguardava a audiência de custódia após ser preso em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. Ele pediu atendimento médico e foi levado por policiais a um pronto-socorro da cidade. Por causa da indisposição, não chegou a participar da audiência no horário previsto, e o procedimento deverá ocorrer de forma virtual.
Atendimento médico
Segundo uma fonte ligada à investigação, Milton Leite estava na fila para a audiência quando passou mal e precisou ser socorrido.
“Estava na fila da custódia, mas passou mal e foi socorrido antes da audiência.”
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre os sintomas apresentados nem sobre o estado de saúde do ex-vereador.
A audiência de custódia é o procedimento em que a Justiça verifica as circunstâncias da prisão e analisa, entre outros pontos, se a prisão deve ser mantida.
Prisão temporária
Milton Leite se entregou à Polícia Civil de São Paulo (PC-SP) na tarde de sexta-feira (18), em uma delegacia de Mogi das Cruzes. Ele era alvo de um mandado de prisão temporária expedido no âmbito da Operação Vectura Corrupta, deflagrada na quinta-feira (17).
A operação investiga uma suposta infiltração do Primeiro Comando da Capital (PCC) no transporte público e no poder público de São Paulo. Segundo os investigadores, Leite seria o “dono de fato” da empresa de ônibus Transwolff e teria participação na operação de empresas que estariam sob influência da facção. Milton Leite nega as acusações e afirma ser inocente.
Operação Vectura Corrupta
A ação cumpriu 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão em cidades como São Paulo, Santana de Parnaíba, São Bernardo do Campo, Diadema, Santos, Praia Grande e Cubatão. Entre os investigados também estão o ex-presidente da SPTrans, Levi dos Santos Oliveira, e o ex-candidato à Prefeitura de Praia Grande Danilo Marco Morgado Silva.
Segundo a investigação, o grupo teria atuado em diferentes áreas, incluindo empresas de transporte, licitações, articulações políticas e financiamento de campanhas eleitorais. A apuração também alcança a chamada “Sintonia dos Gravatas”, núcleo que, segundo os investigadores, reuniria advogados que atuariam em benefício da organização criminosa.