SEÇÕES

Maior parte do pacote de socorro do tarifaço às empresas ainda depende de votação

Representantes do setor produtivo e analistas do mercado financeiro elogiaram as medidas do pacote e seu impacto inicial

Maior parte do pacote de socorro do tarifaço às empresas ainda depende de votação | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Siga-nos no

A equipe econômica anunciou nesta quarta-feira (13) um pacote para reduzir os efeitos do tarifaço de Donald Trump, que elevou para 50% a alíquota sobre quase 2 mil produtos brasileiros. Apesar da MP já publicada, a maioria das medidas ainda não entrou em vigor, pois depende do Congresso ou de ajustes nos bancos. A principal iniciativa é uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para impulsionar as exportações.

Levantamento da CNI revela que mais da metade das exportações brasileiras aos EUA enfrentam tarifa de 50%. Neste sábado (16), o vice-presidente Geraldo Alckmin cobrou do Congresso uma resposta rápida ao pacote de ajuda para os exportadores.

Entenda a situação de cada medida anunciada

Linha de crédito de R$ 30 bilhões para exportadores 

Depende da aprovação de normas regulamentadoras, especialmente pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), e da adaptação operacional dos bancos, que, segundo o governo, estão trabalhando em conjunto para viabilizar as linhas de crédito o mais rápido possível.

Segundo o Ministério da Fazenda, a medida ainda não está em vigor. Os atos normativos estão previstos para a próxima semana, assim como a reunião do Conselho Monetário Nacional, diz o governo. 

Seguro à exportação 

O governo anunciou instrumentos de proteção ao exportador contra riscos como inadimplência e cancelamento de contratos, permitindo que bancos e seguradoras usem essas garantias em mais operações. Para isso, fará aportes em fundos garantidores fora das metas fiscais. A medida só terá validade após a realização dos aportes e a publicação dos atos normativos.

Refeita Federal

A Receita Federal foi autorizada a adiar a cobrança de impostos das empresas mais impactadas pelo tarifaço. A medida, já usada na pandemia da Covid-19, prevê o postergação para novembro e dezembro de tributos que venceriam em setembro e outubro.

Segundo o governo, a regra ainda não foi regulamentada e só entrará em vigor após ato do Ministério da Fazenda, que definirá condições e critérios.

Isenção de insumos para exportações 

O governo anunciou a prorrogação de um ano no prazo para que empresas exportem mercadorias produzidas com insumos beneficiados pelo drawback — mecanismo que incentiva exportações ao permitir a suspensão ou isenção de tributos na importação desses insumos.

De acordo com o Ministério da Fazenda, a medida já está em vigor desde a publicação da MP desta semana, respeitados os critérios operacionais.

Novo Reintegra 

O governo anunciou crédito tributário para desonerar exportações, com alíquota de até 3,1% para grandes e médias empresas e até 6% para micro e pequenas. A medida, que deve custar R$ 5 bilhões até 2026 fora das metas fiscais, ainda não está em vigor e depende da aprovação de um projeto de lei complementar.

Compras públicas 

A União, estados e municípios poderão realizar compras públicas para programas de alimentação (como merenda escolar e hospitais). A medida, válida apenas para produtos atingidos pelas sobretaxas dos EUA, já está em vigor e começou com a aquisição de R$ 2,4 bilhões pelo SUS.

Diversificação de mercados 

O governo seguirá buscando novos países compradores para os produtos sobretaxados pelos EUA. Nas últimas semanas, já orientou embaixadas e adidos agrícolas a intensificar a prospecção de mercados para os produtos brasileiros.

Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego 

O governo determinou que empresas beneficiadas pelas linhas de crédito deverão manter os empregos, sob acompanhamento de uma câmara específica. A Câmara já foi instalada por ato publicado no Diário Oficial da União, embora as linhas de crédito ainda não estejam disponíveis.

 

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP