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Lula sanciona lei que torna absoluta condição de vulnerabilidade em estupro

Nova norma impede que consentimento, relacionamento ou gravidez sejam usados para relativizar crime contra menores e incapazes.

Imagem ilustrativa | Foto: Reprodução/Banco de imagens
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O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou uma lei que reforça a proteção às vítimas em casos de estupro de vulnerável. A Lei nº 15.353 foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União neste domingo.

A nova norma estabelece de forma explícita que a condição de vulnerabilidade da vítima nesses crimes é absoluta. Isso significa que ela não pode ser relativizada ou questionada com base em circunstâncias específicas do caso.

O texto altera o artigo 217-A do Código Penal Brasileiro, originalmente instituído pelo Decreto-Lei nº 2.848 de 1940. A mudança determina que as penas previstas para o crime de estupro de vulnerável se aplicam independentemente do consentimento da vítima, de sua experiência sexual anterior, de eventual relacionamento com o agressor ou até mesmo da ocorrência de gravidez resultante do crime.

De acordo com a legislação brasileira, são consideradas vulneráveis pessoas menores de 14 anos ou aquelas que, por enfermidade, deficiência mental ou qualquer outra condição, não possuem capacidade de discernimento ou de resistência.

A proposta surgiu após decisões judiciais que, em alguns casos, teriam considerado fatores como relacionamento prévio ou gravidez para reduzir a responsabilização penal. Segundo o governo, o objetivo da nova lei é evitar interpretações que relativizem a condição da vítima.

A legislação não cria um novo tipo penal nem modifica as penas já previstas. A principal mudança é consolidar o entendimento de que a proteção às vítimas deve prevalecer de forma absoluta, fortalecendo a segurança jurídica e o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes.

Em pronunciamento recente, Lula também mencionou a necessidade de reforçar medidas contra a violência. “Violência contra a mulher não é questão privada onde ninguém mete a colher. É crime. E vamos, sim, meter a colher”, afirmou o presidente.


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