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Lula reclama do preço dos ovos e promete investigar abusos

A declaração foi feita durante a entrega de 789 ambulâncias do Serviço Móvel de Urgência (Samu) para mais de 500 municípios brasileiros.

Presidente Lula | Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a reclamar, nesta sexta-feira (14), durante evento em Sorocaba, sobre o alto preço dos ovos. Lula afirmou não ter encontrado uma explicação para o alimento estar tão caro e prometeu descobrir "aonde é que teve um ladrão que passou a mão no direito de comer ovo do povo brasileiro". 

A declaração foi feita durante a entrega de 789 ambulâncias do Serviço Móvel de Urgência (Samu) para mais de 500 municípios brasileiros.

“Alguns dizem para mim: é porque aumentou exportação, porque o dólar está caro. Não. Tudo bem que o cara que vai exportar vai ganhar mais. Mas o que ficou aqui, não tem que subir de preço. Nós só exportamos 0,9%. É menos de 1% dos 59 bilhões de ovos. Por que subiu o ovo? ‘Ah, porque fez muito calor e a galinha diminui os ovos quando ela tem muito calor’. É mentira. Porque calor fez ano passado. No final do ano agora choveu bem, o tempo ficou muito melhor. Então as galinhas não reclamaram. Alguém está sacaneando as galinhas. Nós queremos encontrar quem é o pilantra que aumentou o ovo tanto. Não é possível, gente”, disse o chefe do Executivo.

Para Lula, há “um ladrão que passou a mão no direito de comer ovo do povo brasileiro”.

“O nosso consumo per capita ainda é pouco. O povo brasileiro come em media 260 ovos por ano. É pouco, não dá nem um por dia. Mas sabe qual é a nossa produção de ovo esse ano? Quantos ovos vamos produzir esse ano? 59 bilhões de ovos. Então não tem explicação esse ovo estar caro. Alguém está passando a mão. E nós queremos saber quem é”, afirmou o presidente.

No dia 6 de março, o governo federal anunciou uma série de medidas para tentar conter a alta dos preços. Entre elas, está o anúncio que vai zerar a alíquota de importação de vários alimentos como a carne, café, açúcar, o milho, entre outros.

Recentemente, o presidente defendeu ainda que vai “tomar uma atitude mais drástica” caso as medidas já implementadas não reduzam os preços dos alimentos.


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