- O presidente Lula reagiu à decisão do governo dos EUA de classificar PCC e CV como organizações terroristas internacionais.
- Lula defendeu cooperação entre países no enfrentamento ao crime organizado e criticou a atuação de Marco Rubio.
- O presidente também criticou o senador Flávio Bolsonaro por pedir intervenção americana no Brasil.
- A classificação entra em vigor em junho, após anúncio do secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu nesta sexta-feira (29) à decisão do governo dos Estados Unidos de classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas internacionais. Durante cerimônia de anúncio de investimentos da Petrobras em Sergipe, Lula afirmou que o Brasil não aceita ser tratado como uma “republiqueta” e defendeu maior cooperação entre os países no enfrentamento ao crime organizado. Ao comentar a decisão do governo norte-americano, o presidente afirmou que os Estados Unidos deveriam colaborar com a extradição de criminosos brasileiros que vivem no país. “Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos (criminosos) que estão lá nos Estados Unidos. Nós não aceitamos ser tratados como moleques, não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, declarou Lula. O presidente também citou uma reunião que teve com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e criticou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. “Eu estive três horas com o Trump e entreguei quatro documentos para ele, um deles sobre combate ao crime organizado. O seu Marco Rubio não estava lá, possivelmente porque estava preparado para ajudar um filho de um bolsonarista que é candidato à eleição neste país e que não tem vergonha na cara de trair a nossa pátria e ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”, afirmou. Na noite de quinta-feira (28), Marco Rubio anunciou que PCC e CV passarão a ser oficialmente classificados pelos Estados Unidos como organizações terroristas internacionais a partir do dia 5 de junho. O anúncio ocorreu dias após o senador Flávio Bolsonaro se reunir em Washington com Donald Trump e com o próprio Rubio. Na ocasião, o parlamentar afirmou ter pedido que as duas facções fossem enquadradas pelos EUA como grupos terroristas.Crítica a Marco Rubio e bolsonaristas
Classificação entra em vigor em junho