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Lula mira jovens e aposta em biografia na campanha à reeleição

Estratégia do governo inclui resgatar programas sociais e ampliar ações voltadas ao emprego e renda para atrair eleitores de 18 a 24 anos

Lula mira jovens e aposta em biografia na campanha à reeleição | Foto: Ricardo Stuckert/ Presidência da República
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve adotar uma estratégia focada no eleitorado jovem durante a campanha à reeleição, com destaque para o resgate de sua trajetória política e programas sociais implementados em gestões anteriores. A orientação partiu de aliados no Palácio do Planalto, após diagnóstico de que parte dos eleitores entre 18 e 24 anos não se recorda das políticas públicas associadas ao petista.

De acordo com a avaliação interna do Governo Federal do Brasil, o distanciamento de jovens eleitores ocorre porque muitos não vivenciaram diretamente os primeiros mandatos de Lula ou eram crianças à época. Esse cenário dificulta a estratégia de comparação política com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), utilizada em eleições anteriores.

A leitura dentro do governo é de que essa lacuna de memória enfraquece a conexão com um público que, em 2022, teve participação relevante no resultado eleitoral, mas que agora apresenta sinais de mudança de comportamento.

O presidente Lula (PT) falando sobre o bolsa família durante evento em Guarulhos - Foto: Reprodução/Folhapress

Resgate de programas sociais

Como resposta, a campanha deve intensificar a lembrança de iniciativas como Bolsa Família, Fome Zero, ProUni e Minha Casa, Minha Vida, considerados marcos das gestões petistas. A ideia é reforçar o impacto dessas políticas no cotidiano da população e reposicionar o discurso junto aos jovens.

Além disso, o Partido dos Trabalhadores (PT) já iniciou a produção de conteúdos voltados para redes sociais, com foco na história pessoal e política de Lula, especialmente direcionados ao público jovem das periferias.

Disputa pelo eleitor jovem

Levantamentos recentes indicam crescimento de nomes como Renan Santos e Flávio Bolsonaro (PL) entre eleitores de 18 a 24 anos. Ambos têm incentivado a ampliação do eleitorado jovem, inclusive com estímulo à emissão de títulos por adolescentes a partir de 16 anos.

Diante desse cenário, a equipe do presidente avalia que há necessidade de reconectar o discurso político com esse segmento, que demonstra maior volatilidade nas intenções de voto.

Foco em emprego e oportunidades

Outro ponto identificado pelo governo é a demanda por oportunidades no mercado de trabalhoApesar de programas educacionais como o Pé-de-Meia e a ampliação do ProUni, a avaliação interna aponta que faltam ações voltadas à inserção profissional dos jovens.

Entre as medidas em estudo estão parcerias entre setores público e privado para oferta de estágios e programas de trainee, além da criação de linhas de crédito com juros reduzidos para jovens empreendedores em início de carreira.

Lula no lançamento do pé de Meia - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Cenário eleitoral

Pesquisas também indicam que parte do eleitorado jovem tem demonstrado resistência ao governo, associando críticas a temas como mercado de trabalho formal e carga tributária. Esse cenário reforça a necessidade de ajustes na comunicação e nas políticas públicas voltadas ao segmento.

A estratégia da campanha deve, portanto, combinar o resgate da trajetória de Lula com o anúncio de novas medidas, buscando ampliar o alcance junto aos jovens antes do início oficial da disputa eleitoral.

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