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Lula é orientado a convocar Conselho da República e defender mandato no STF

Auxiliares do presidente defendem reunião urgente com Fachin, abertura de investigação contra Moraes e afastamento de Mendonça das relatorias do Master e do INSS

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  • Auxiliares de Lula defendem reação mais incisiva contra crise institucional e pressionam STF.
  • Pesquisa mostra Flávio Bolsonaro à frente de Lula em simulação de segundo turno.
  • Governo avalia abertura de investigações contra Moraes e afastamento de Mendonça.
  • Propostas incluem mandatos para ministros do STF e convocação do Conselho da República.
  • AGU planeja recurso contra afastamento de Andrei Rodrigues da PF.
Lula e STF | Foto: Valter Campanato/Agência Brasil e Reprodução
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Diante da escalada da crise institucional e dos resultados recentes de pesquisas de opinião, auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passaram a defender uma reação mais incisiva do governo. Entre as propostas estão a convocação do Conselho da República e a defesa de mandato para futuros ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Interlocutores diretos de Lula na Esplanada dos Ministérios também consideram necessária uma nova reunião entre o presidente e o ministro Edson Fachin, presidente do STF, para discutir os próximos passos e buscar uma solução para a crise.

Investigações e relatorias

Segundo esses auxiliares, uma possível saída envolve a abertura de investigações contra o ministro Alexandre de Moraes, além do afastamento de André Mendonça das relatorias dos casos Master e INSS e do encerramento do inquérito das fake news.

No Palácio do Planalto, há preocupação com o desempenho de Lula nas pesquisas e com a disputa pela Presidência em 2026. Pesquisa Nexus divulgada nesta terça-feira (8) mostrou Flávio Bolsonaro (PL) numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno.

Assessores do presidente avaliam que a crise envolvendo o STF deverá ter peso maior na reta final da campanha do que temas como economia, segurança pública e soberania nacional.

Parte dos interlocutores de Lula defende uma postura mais firme em relação à abertura de investigações contra Moraes. A avaliação é que essa posição poderia ser transmitida a Fachin, ainda que não necessariamente de forma pública, como parte da busca por uma solução para a crise.

O governo também considera inaceitável a permanência de Mendonça como relator dos casos Master e INSS. Segundo auxiliares, o ministro teria perdido a imparcialidade necessária para conduzir os processos.

Mandato para ministros do STF

A campanha de Flávio Bolsonaro tem explorado a possibilidade de Lula indicar mais quatro ministros do STF até 2030, caso seja reeleito em outubro. Como resposta, interlocutores do presidente defendem que Lula passe a apoiar uma mudança constitucional para estabelecer mandatos de dez ou 15 anos para futuros integrantes da Corte.

Outra proposta em discussão é a convocação do Conselho da República, órgão responsável por assessorar a Presidência em situações de crise. O colegiado é formado por representantes do Executivo, pelos presidentes do Senado e da Câmara, líderes da maioria e da minoria das duas Casas e representantes da sociedade civil.

Dentro do governo, porém, há divergências sobre a medida. Parte dos auxiliares avalia que uma convocação extraordinária poderia ampliar a exposição da crise e prejudicar a campanha de Lula à reeleição.

Recurso contra afastamento de Andrei

O comitê petista também defende que Lula reaja à decisão que determinou o afastamento de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal.

A primeira medida será um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU) contra a decisão. O governo deverá alegar violação da competência privativa do presidente da República, sob o argumento de que cabe exclusivamente a Lula indicar o diretor-geral da PF.

Lula também deverá solicitar, com urgência, uma nova reunião com Edson Fachin para tratar do afastamento e da crise institucional.

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