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Lula diz que Brasil precisa “tomar conta” do petróleo da Margem Equatorial e cita Trump

Em agenda no Rio de Janeiro, presidente volta a defender a soberania nacional sobre terras raras, minerais críticos e outras riquezas

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  • Presidente Lula defende proteção de riquezas naturais, incluindo petróleo da Margem Equatorial.
  • Petrobras descobre petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá.
  • Lula compara potencial da Margem Equatorial ao Pré-Sal e destaca qualidade do petróleo.
  • Presidente questiona papel das Forças Armadas na proteção das fronteiras brasileiras.
  • Lula critica classificação dos PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas por Trump.
O presidente Lula durante evento no Rio de Janeiro | Foto: Reprodução/YouTube
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que o Brasil precisa proteger suas riquezas naturais, incluindo o petróleo da Margem Equatorial, na costa do Amapá. A declaração ocorreu durante uma agenda sobre segurança pública no Rio de Janeiro, em meio às recentes tensões entre o governo brasileiro e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Ao defender a soberania nacional sobre terras raras, minerais críticos e outras riquezas, Lula afirmou que o país precisa “tomar conta” dos recursos naturais.

“Então, temos que tomar conta disso. O Pré-Sal fica a 300 km da margem das nossas praias. Nós temos que tomar conta, porque o Trump está por aí atrás de minerais críticos, atrás de petróleo, atrás de terras raras. Não, isso aqui é nosso”, afirmou.

Segundo informações divulgadas nesta sexta-feira, a Petrobras anunciou recentemente a descoberta de petróleo na Bacia da Foz do Amazonas, na costa do Amapá. A região integra a chamada Margem Equatorial, que vem sendo apontada pelo governo como estratégica para a produção nacional.

Lula cita petróleo e terras raras

Durante o discurso, o presidente também destacou a importância de investimentos para proteger as riquezas brasileiras. Lula comparou o potencial da Margem Equatorial ao pré-sal e afirmou que o petróleo encontrado na região “parece ser de mais qualidade”.

O presidente também mencionou as terras raras e os chamados minerais críticos, utilizados em setores como tecnologia, energia e defesa.

Lula defendeu ainda o fortalecimento da defesa nacional e questionou o papel das Forças Armadas na proteção das fronteiras brasileiras.

“Esse país é engraçado: a primeira ponte entre Brasil e Bolívia em 500 anos fui eu que fiz, a primeira entre Brasil e Peru fui eu que fiz. Portanto, tomar conta da fronteira é tomar conta de uma região inóspita”, afirmou.

Presidente defende reforço das fronteiras

Lula relacionou a proteção das fronteiras à soberania brasileira e à necessidade de garantir o controle sobre os recursos naturais do país.

A fala ocorreu durante uma agenda no Rio de Janeiro voltada à segurança pública, que reuniu representantes das forças de segurança e autoridades federais, estaduais e municipais. O evento também tratou de ações integradas de combate ao crime organizado.

Lula critica classificação de facções como terroristas

Durante a mesma agenda, Lula voltou a criticar a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

“Precisamos ganhar do crime organizado. Não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump. Quando o Trump fala em terrorismo, ele fala em terrorismo de Estado, não fala da briga pelo poder. Quem era isso era o Bolsonaro tentando dar o golpe de 8 de Janeiro. Isso é terrorismo, pensando em matar Lula, Alckmin e até Alexandre de Moraes. Esse era o plano. Isso é terrorismo de Estado”, afirmou o presidente.

Trump já havia criticado combate ao crime no Brasil

As declarações de Lula ocorrem após o governo Trump voltar a criticar a atuação do Brasil contra o crime organizado.

Em documento enviado ao Congresso dos Estados Unidos nesta semana, Trump afirmou que o governo brasileiro não conseguiu enfrentar o PCC e o Comando Vermelho, classificados pelo país como organizações terroristas estrangeiras. O governo brasileiro contestou as críticas e afirmou que tem adotado medidas de combate às facções.

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