- Presidente Lula reforça discurso sobre democracia e soberania brasileira na ONU.
- Palácio do Planalto evita mencionar Trump e foca em princípios da política externa.
- Lula defende multilateralismo e soberania como resposta a decisões unilaterais.
- Discurso abordará cooperação internacional contra crime organizado e crises humanitárias.
- Expectativa de discussão sobre questões climáticas e governança global na ONU.
Durante sua participação na Assembleia Geral da ONU, nesta terça-feira (22), o presidente Lula (PT), deve reforçar o discurso sobre democracia e soberania brasileira. A fala do presidente promete carregar um tom mais ameno, apesar das recentes tenções entre os países.
A orientação do Palácio do Planalto é evitar que o discurso seja voltado ao governo de Donald Trump, evitando uma resposta específica. A estratégia é tratar de temas como democracia, soberania e respeito às instituições como princípios gerais da política externa brasileira.
Em 2025, Lula atribuiu ao multilateralismo, ou seja, ao não cumprimento de regras e acoros internacionais construídos em conjunto, ao enfraquecimento das democracias, e defendeu a soberania do Brasil diante de decisões tidas como unilaterais.
Um dos assuntos que ganharam espaço nas discussões preparatórias deste ano é o combate ao crime organizado. A avaliação no governo é que o problema deixou de ser apenas uma questão de segurança doméstica e passou a ocupar um espaço maior na agenda internacional.
Lula deve aproveitar o discurso na ONU para defender a cooperação internacional no combate ao crime organizado e destacar a parceria entre Brasil e Estados Unidos na área de segurança. O presidente também deve abordar guerras e crises humanitárias, reforçando a defesa de soluções diplomáticas e do fortalecimento das instituições multilaterais.
Além disso, existe uma expectativa de discutir questões climáticas e governança global.
O discurso será a décima participação de Lula na abertura da Assembleia Geral da ONU.