SEÇÕES

Lula descarta GLO no Rio e defende maior atuação federal na segurança pública

Presidente critica falta de adesão dos governadores à PEC da Segurança Pública e destaca a responsabilidade compartilhada em operações policiais

Lula critica falta de adesão dos governadores à PEC da Segurança Pública | Foto: Ricardo Stuckert/PR
Siga-nos no

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quinta-feira (20) que não pretende decretar uma Garantia da Lei e da Ordem (GLO) no Rio de Janeiro. Ele argumentou que a última operação desse tipo custou mais de R$ 2 bilhões sem resultados efetivos.

Lula defendeu que a segurança pública no Brasil deve ser fortalecida com uma atuação mais direta do governo federal nos estados, algo que, segundo ele, seria viabilizado com a aprovação da PEC da Segurança Pública. O presidente também criticou a baixa adesão dos governadores à proposta.

Queremos ter participação mais efetiva na segurança dos estados. Muitas vezes os governadores não querem que o governo federal se intrometa na segurança dos estados. Eu não vou fazer GLO porque a GLO do Rio de Janeiro gastou mais de R$ 2 bilhões e não resolveu nada. Queremos resolver definitivamente a questão da segurança. Precisamos ter noção da responsabilidade, e a PEC dá essa noção.

ADPF das favelas

Ainda sobre a situação da segurança pública no estado do Rio de Janeiro, o presidente destacou que não pode permitir “bangue-bangue”.

Não podemos permitir que esse bangue-bangue continue a existir no Rio de Janeiro. É preciso que a polícia esteja constantemente participando da vida cotidiana da favela.

Ao ser questionado sobre a Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) das Favelas, que está em debate no Supremo Tribunal Federal (STF), Lula afirmou que a violência deve ser um recurso utilizado apenas em último caso. No entanto, destacou que, em situações de tiroteio com vítimas fatais, a responsabilidade não pode recair exclusivamente sobre a polícia.

A questão das favelas, qualquer medida que tomarmos nas favelas, nós temos de ter cuidado. A gente não pode entrar na favela só para matar as pessoas. Nós queremos que policiais entrem com câmera para a gente saber se ele vai ser violento ou não antes de tentar outra coisa. Eu acho que o tiro é a última coisa que a gente tem que fazer. Agora, se for necessário, num tiroteio, alguém vai morrer. E não podemos culpabilizar só a polícia.

A ADPF das Favelas é uma ação que aborda violações de direitos fundamentais relacionadas à violência e à letalidade policial nas favelas e comunidades do Rio de Janeiro. Movida em 2019 pelo PSB, por instituições de direitos humanos e por movimentos sociais, a ação busca responsabilizar o Estado por abusos cometidos durante operações policiais nessas áreas.

Em 2020, o Supremo Tribunal Federal (STF) tomou decisões importantes no âmbito dessa ação, como a restrição das operações policiais nas favelas do Rio de Janeiro durante a pandemia. Além disso, a Corte determinou a instalação de câmeras corporais em todos os agentes policiais do estado, como medida de maior transparência nas ações de segurança.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP