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Lula defende proibição de IA nas eleições e diz que 'não aceita' em sua campanha

Lula defende as regras do TSE sobre inteligência artificial e afirma que não usará a ferramenta em sua campanha de 2026. Veja os detalhes.

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  • O presidente Lula defendeu as restrições ao uso de inteligência artificial nas eleições de 2026.
  • Ele afirmou que não pretende utilizar IA em sua campanha e considera a tecnologia inútil na política.
  • A resolução do TSE proíbe publicação de conteúdo produzido por IA nas 72 horas antes e 24 horas após o pleito.
  • Lula alertou para o risco de manipulações digitais e disse que as pessoas devem votar em candidatos "de carne e osso".
Presidente Lula | Foto: Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, nesta quinta-feira (14), as restrições impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ao uso de inteligência artificial (IA) nas eleições de 2026 e afirmou que não pretende utilizar esse tipo de ferramenta em sua campanha.

A declaração foi dada durante a entrega de unidades do programa Minha Casa Minha Vida em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia. Ao comentar as novas regras aprovadas pelo TSE, Lula disse ter tomado conhecimento da medida durante a posse do ministro Kassio Nunes Marques na presidência da Corte Eleitoral, na última terça-feira (12).

A resolução do TSE proíbe a publicação, republicação ou impulsionamento de conteúdos produzidos ou alterados por inteligência artificial nas 72 horas anteriores ao pleito e nas 24 horas seguintes à votação.

Durante o discurso, Lula afirmou que, apesar dos benefícios da tecnologia em áreas como saúde, educação e inovação, o uso de IA em campanhas eleitorais pode favorecer a disseminação de desinformação.

“Fui pra casa pensando, mas será? Porque a IA ajuda muito, ajuda na saúde, educação, tecnologia, tem importância muito grande. Mas, na eleição, será que é necessário Inteligência Artificial?”, questionou o presidente.

Após parte do público responder negativamente, Lula completou: “Na eleição, as pessoas têm que votar em uma coisa verdadeira, de carne e osso. As pessoas não podem votar em uma mentira”. O presidente também alertou para o risco de manipulações digitais durante o processo eleitoral, citando a possibilidade de criação de imagens e conteúdos falsos com aparência real.

“Eu estou lá, e não estou. E confesso a vocês, um cidadão que aprendeu a ter caráter com a Dona Lindu [mãe de Lula], não aceitará IA para fazer campanha política”, declarou.

A resolução aprovada pelo TSE em março deste ano prevê ainda punições para casos de descumprimento, incluindo remoção imediata do conteúdo irregular e até a indisponibilidade do serviço, por iniciativa das plataformas ou por determinação da Justiça Eleitoral.

O texto também estabelece que empresas de inteligência artificial não poderão “ranquear, recomendar, sugerir ou priorizar” candidatos, partidos, federações, coligações ou campanhas eleitorais durante o período eleitoral.

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