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Lula convoca apoiadores para pressionar STF contra as bets

Em áudio divulgado no WhatsApp, presidente pediu mobilização de apoiadores durante audiência pública no STF que debate medida provisória sobre apostas esportivas

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  • Presidente Lula convoca apoiadores a pressionar STF sobre proibição de apostas esportivas.
  • Audiência pública no STF discute medida provisória que prevê fechamento de plataformas de bets.
  • Deputado André Janones critica organização da audiência e pede mobilização nas redes sociais.
  • Medida provisória enfrenta resistência no Congresso e é alvo de ação judicial questionando sua constitucionalidade.
  • Lula defende restrições às apostas, argumentando que prejudicam famílias de baixa renda.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Foto: EVARISTO SA / AFP
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou apoiadores a se mobilizarem nas redes sociais para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) durante a análise das medidas relacionadas às apostas esportivas no Brasil. A Corte realiza, nesta terça-feira (3), uma audiência pública para debater a medida provisória editada pelo governo federal que prevê a proibição das bets.

Em áudio divulgado no canal Exército de Lula, no WhatsApp, o presidente pediu que os apoiadores acompanhem a audiência e participem do debate sobre o futuro das plataformas de apostas no país.

“Precisamos que a sociedade civil decida o que a gente tem que fazer com as bets nesse país”, disse.

Na gravação, o presidente também manifestou posição contrária às apostas esportivas e defendeu o fechamento das plataformas. Segundo ele, os jogos prejudicam a população, especialmente as famílias de baixa renda.

“Você sabe que eu sou contra as bets. Ela tem que fechar. Ela é um mal pra esse país, mas tem gente que é favorável, sobretudo os clubes de futebol e os empresários que ganham muito dinheiro”, completou.

Mobilização nas redes

A convocação também ganhou força nas redes sociais. O deputado federal André Janones (Rede-MG), responsável pelo canal de WhatsApp, publicou uma mensagem no X, antigo Twitter, pedindo que os seguidores utilizassem a hashtag #BetsNuncaMais.

O parlamentar também criticou a organização da audiência pública pelo ministro Luiz Fux, relator do caso no STF. Janones questionou a participação de representantes de clubes de futebol, empresas de apostas e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), além da ausência inicial de representantes do governo e da sociedade civil.

“Estranho é que ele convidou para a audiência pública apenas os interessados nas bets: clubes de futebol, donos de bets, casas de apostas, CBF etc. Até sexta-feira nem mesmo o governo havia sido convidado, e somente depois de muita pressão chamaram o ministro da Saúde e da Justiça? Mas e a sociedade civil?”, escreveu.

Em outra publicação, Janones defendeu a mobilização conjunta nas plataformas digitais e nas ruas. “Neste novo Brasil que se inicia, com uma comunicação digital ativa e com ruas e redes conectados, ninguém nunca mais vota nada escondido do povo”, declarou.

Disputa também envolve o Congresso

Além da análise no STF, o futuro da medida provisória depende do Congresso Nacional. O texto tem prazo de vigência até 23 de novembro e pode ser prorrogado por mais 120 dias. Para que suas determinações se tornem definitivas, precisa ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado dentro do prazo legal.

A medida também é alvo de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pela Associação Nacional pela Segurança Jurídica dos Jogos e Apostas (Anseja) no Supremo. A entidade pede a suspensão integral da MP e questiona a constitucionalidade da iniciativa.

Entre os argumentos apresentados estão a falta de demonstração dos critérios de urgência exigidos para a edição de uma medida provisória, a ausência de estimativa de impacto orçamentário e financeiro e possíveis prejuízos à segurança jurídica.

Lula editou a medida provisória durante a campanha eleitoral. O presidente tem defendido restrições às apostas sob o argumento de que os jogos podem provocar dependência e comprometer o orçamento das famílias, principalmente as de menor renda.

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