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Lula busca novos nomes para Casa Civil em quer evitar que escolhido seja visto como sucessor

Presidente quer ampliar lista de possíveis ministros, Fernando Haddad e Camilo Santana estão entre os cotados.

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  • Lula busca ampliar opções para comandar a Casa Civil e evitar antecipar discussões sobre sucessão política.
  • Fernando Haddad e Camilo Santana são nomes destacados, mas Lula avalia outras alternativas para evitar indicação de sucessor.
  • Gleisi Hoffmann e funções políticas para Haddad e Camilo são consideradas como alternativas para evitar sinalização de sucessão.
  • Ministérios da Segurança Pública e Educação entram nas articulações como possíveis opções para o comando da Casa Civil.
  • Escolha do comando da Casa Civil já influenciou sucessão presidencial, como no caso de Dilma Rousseff em 2010.
Lula busca novos nomes para Casa Civil em quer evitar que escolhido seja visto como sucessor | Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pretende ampliar as opções para o comando da Casa Civil e evitar que a escolha do próximo ministro seja interpretada como uma indicação de seu sucessor político. Após a vitória nas urnas, os nomes dos ex-ministros Fernando Haddad (PT) e Camilo Santana (PT) ganharam destaque nas articulações, mas Lula tem sinalizado a aliados que deseja avaliar outras alternativas antes de tomar uma decisão.

Lula quer evitar antecipar discussão sobre sucessão

A Casa Civil é considerada uma das principais pastas do governo federal. Entre suas atribuições estão a coordenação das ações dos ministérios e a articulação com estados e municípios. Por isso, a escolha de seu titular também tem peso político dentro do governo.

Antes das eleições, Haddad era apontado como o nome preferido para assumir o ministério. Camilo Santana, por sua vez, ganhou força depois de integrar o núcleo da campanha de Lula durante o segundo turno e ser considerado uma peça importante na vitória eleitoral.

Apesar da disputa entre os dois, interlocutores afirmam que Lula avalia que a nomeação de qualquer um deles poderia ser interpretada como uma espécie de “unção” de um sucessor. O presidente pretende concentrar sua atenção no atual mandato e não quer antecipar o debate sobre quem poderá ocupar seu lugar no futuro.

Gleisi Hoffmann também aparece entre as alternativas

Com a intenção de ampliar as possibilidades, Lula tem demonstrado disposição para ouvir outros nomes. Entre as sugestões apresentadas por aliados está a ex-ministra Gleisi Hoffmann (PT), que não conseguiu se eleger para o Senado pelo Paraná e está sem mandato.

Outra possibilidade discutida por auxiliares é encontrar funções que garantam protagonismo político a Haddad e Camilo, sem que a escolha represente um sinal sobre a sucessão presidencial.

Segurança Pública e Educação entram nas articulações

Entre as alternativas mencionadas por integrantes do governo estão os ministérios da Segurança Pública e da Educação.

A primeira pasta poderá ser criada caso avance a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o reforço das atribuições federais na área de segurança. Já o Ministério da Educação ficará à frente de iniciativas como a universalização da escola em tempo integral e o Pé-de-Meia Universitário.

Escolha da Casa Civil já teve peso na sucessão presidencial

A relação entre o comando da Casa Civil e a sucessão de Lula também tem um precedente em seus governos anteriores. Depois dos dois primeiros mandatos do petista, Dilma Rousseff (PT) foi escolhida como sucessora política.

Antes de chegar à Presidência, Dilma comandou a Casa Civil entre 2005 e 2010 e ficou conhecida como “mãe do PAC”, em referência à atuação no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que reunia obras e ações consideradas centrais para o governo.

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