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Lula anuncia pacote ambiental com investimentos bilionários e novas áreas de proteção

Medidas incluem lei para a Caatinga, reforço a fundos ambientais e criação de unidades de conservação

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  • O presidente Lula anuncia pacote de medidas ambientais em cerimônia no Palácio do Planalto.
  • Lei para a Caatinga e novo programa Recaatingar serão lançados com investimentos de R$ 60 milhões.
  • Pacote prevê R$ 2 bilhões para ações do Ibama e ICMBio na bacia do Rio Doce e outros investimentos bilionários.
  • Medidas incluem regulamentação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) e simplificação de acesso a recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente.
Presidente Lula anuncia pacote ambiental com investimentos bilionários | Foto: Ricado Stuckert/PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncia nesta quarta-feira (10) um pacote de medidas ambientais durante cerimônia no Palácio do Planalto, em alusão ao Dia Mundial do Meio Ambiente de 2026.

Ao lado do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e de outras autoridades, o presidente apresenta ações voltadas à conservação da biodiversidade, recuperação de biomas, enfrentamento das mudanças climáticas e estímulo a investimentos sustentáveis.

Lei para a Caatinga e novo programa

Entre os principais atos está a sanção da Lei da Política Nacional para Recuperação da Caatinga. A iniciativa é acompanhada pelo lançamento do Programa Recaatingar, com aporte inicial de R$ 60 milhões do BNDES e do Banco do Nordeste.

A política estabelece diretrizes para recuperação de áreas degradadas no bioma, além de fortalecer ações de adaptação climática, preservação da biodiversidade e geração de renda sustentável.

Preservação do meio ambiente recebe novos investimentos | Foto: Reprodução/Magnific

Investimentos bilionários na agenda

O pacote prevê uma série de aportes financeiros. Estão programados cerca de R$ 2 bilhões para ações do Ibama e do ICMBio na bacia do Rio Doce, além de R$ 834 milhões do Fundo Clima para projetos de restauração da vegetação nativa.

Também foi anunciada a doação de R$ 270 milhões do Reino Unido ao Fundo Amazônia, além da destinação de R$ 393 milhões do mesmo fundo para iniciativas do programa Restaura Amazônia.

Outro destaque é o repasse de R$ 370 milhões ao programa ARPA Comunidades, voltado ao fortalecimento da sociobioeconomia em comunidades extrativistas.

Pesquisa e compromissos internacionais

A programação inclui ainda o lançamento de um edital de R$ 60 milhões do CNPq para pesquisas sobre espécies migratórias, em linha com compromissos assumidos pelo Brasil na COP15 da Biodiversidade.

Entre as medidas, está a regulamentação da Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), que prevê remuneração a produtores e comunidades que atuam na conservação ambiental.

Também foi assinado um decreto para simplificar o acesso a recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente por estados e municípios, com foco em ações como combate a incêndios florestais e proteção animal.

Novas unidades de conservação

No campo da preservação, o governo anunciou a ampliação dos Parques Nacionais da Serra das Confusões e de Sete Cidades, no Piauí, além da criação do Parque Nacional do Tanaru, em Rondônia, e da Área de Proteção Ambiental do Paleocanal do Rio Tocantins, no Pará.

As medidas ampliam a proteção de ecossistemas considerados estratégicos e reforçam o Sistema Nacional de Unidades de Conservação.

O pacote inclui ainda decretos relacionados ao Sistema Nacional de Trilhas e à regulamentação do acesso ao patrimônio genético brasileiro, com foco no uso sustentável da biodiversidade.

Com informações do Governo Federal

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