- A vereadora Tatiana Medeiros foi condenada a mais de 19 anos de prisão por crimes eleitorais.
- A defesa de Tatiana apresentou recursos, mas eles foram rejeitados pela Justiça Eleitoral do Piauí.
- Tatiana é acusada de compra de votos, falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro em eleições de 2024 em Teresina.
- A juíza Junia Maria Feitosa Bezerra Fialho rejeitou os recursos da defesa, afirmando que eles rediscutiam o mérito da condenação.
A vereadora Tatiana Medeiros, condenada a mais de 19 anos de prisão, deve continuar cumprindo a sentença determinada pela Justiça Eleitoral do Piauí. A defesa da parlamentar apresentou recursos alegando supostas omissões, contradições e obscuridades na decisão, mas eles foram rejeitados. Além de Tatiana, outros sete réus também foram condenados por envolvimento no esquema de crimes eleitorais.
A advogada é acusada pelos crimes de compra de votos, falsidade ideológia eleitoral, lavagem de dinheiro, apropriação indébita e peculato-desvio. Oito pessoas foram condenadas e uma absolvida, apontadas como integrantes de um esquema muito bem organizado para a compra de votos nas eleições de 2024, em Teresina.
DEFESA
A defesa da parlamentar questionou principalmente a validade de provas digitais retiradas dos aparelhos celulares dos acusados, além da quebra de sigilos bancário e fiscal. Os advogados também contestaram as alegações que sustentavam as condenações por corrupção eleitoral, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica eleitoral.
A magistrada Junia Maria Feitosa Bezerra Fialho, da 98ª Zona Eleitoral de Teresina, quem assinou a decisão, entendeu que os argumentos da defesa rediscutiam o mérito da condenação, em um momento processual inadequado, já que os embargos de declaração não servem para esse tipo de reanálise.
A juíza afirmou ainda que os pontos levantados pela defesa já haviam sido esclarecidos anteriormente de forma "objetiva, clara, direta, motivada e fundamentada".
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA
A defesa da parlamentar também pediu pela retirada da tornozeleira eletrônica, utilizada por Tatiana, que cumpre a sentença em prisão domiciliar. A medida cautelar foi definida como algo que estava agravando o estado mental da vereadora.
Na segunda-feira (11), Tatiana passou por uma avaliação psiquiátrica no Instituto de Medicina Legal (IML), em Teresina, determinado pela juíza Junia Maria Feitosa. O resultado da avaliação psiquiátrica deverá ser encaminhado ao Ministério Público Eleitoral (MPE), que irá se manifestar sobre a possibilidade de retirada da tornozeleira eletrônica.