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Julgamento de Eduardo Bolsonaro: PGR pede condenação por coação ao STF

Subprocurador afirma que ameaças atribuídas ao ex-deputado se concretizaram em sanções aplicadas por autoridades dos Estados Unidos

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  • A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de Eduardo Bolsonaro pelo crime de coação no curso do processo.
  • O pedido foi apresentado pelo subprocurador-geral da República, Antônio Edílio, que argumentou que as ameaças atribuídas ao ex-parlamentar tiveram consequências concretas.
  • A PGR rejeitou a tese de que o julgamento não poderia prosseguir em razão da permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.
  • O processo segue em análise na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), que irá avaliar os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa.
Ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) | Foto: Mário Agra/Câmara dos Deputados
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A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu nesta terça-feira (16) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo, durante julgamento realizado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido foi apresentado pelo subprocurador-geral da República, Antônio Edílio, que argumentou que as ameaças atribuídas ao ex-parlamentar tiveram consequências concretas e influenciaram medidas adotadas por autoridades norte-americanas.

Durante a sessão, a PGR também rejeitou a tese da defesa de que o julgamento não poderia prosseguir em razão da permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. Segundo o órgão, o ex-deputado tem pleno conhecimento da ação penal em curso e está ciente das acusações apresentadas contra ele.

PGR cita sanções e suspensão de vistos

Ao defender a condenação, Antônio Edílio afirmou que os atos atribuídos ao ex-parlamentar ultrapassaram o campo das declarações públicas. Como exemplo, o subprocurador mencionou a suspensão de vistos internacionais de oito dos onze ministros do STF, determinada pela Secretaria de Estado dos Estados Unidos em 18 de julho de 2025.

Segundo a manifestação da PGR, também foram citadas as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros, medidas que, de acordo com o Ministério Público, teriam relação com as articulações mencionadas durante o processo.

Lei Magnitsky foi usada como exemplo

Outro ponto destacado pelo subprocurador foi a aplicação, em 30 de julho de 2025, de sanções previstas na Lei Magnitsky contra o ministro relator da ação penal. Conforme a sustentação apresentada no julgamento, Eduardo Bolsonaro teria antecipado publicamente a possibilidade da medida e posteriormente comemorado sua implementação nas redes sociais.

Para a PGR, esse comportamento reforça a ligação entre as manifestações do ex-deputado e os acontecimentos posteriores envolvendo integrantes da Suprema Corte brasileira.

Redes sociais reforçam acusação

De acordo com Antônio Edílio, o próprio Eduardo Bolsonaro reivindicou a autoria das articulações que culminaram nas sanções internacionais. O subprocurador afirmou que publicações feitas pelo ex-parlamentar nas redes sociais foram anexadas ao processo e utilizadas como elementos da acusação.

Segundo a manifestação apresentada ao STF, as postagens demonstrariam que Eduardo não apenas tinha conhecimento das medidas, mas também as teria celebrado publicamente após sua adoção.

Processo segue em análise no STF

O pedido de condenação integra a fase de julgamento da ação penal conduzida pela Primeira Turma do STF, que analisa as acusações contra o ex-deputado federal. Os ministros da Corte ainda irão avaliar os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa antes da conclusão do julgamento.

Até o momento, não houve decisão definitiva sobre o caso. O processo segue em tramitação no Supremo, que será responsável por definir se Eduardo Bolsonaro será condenado ou absolvido das acusações apresentadas pela PGR.

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