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Jaques Wagner deixa liderança do governo no Senado após conversa com Lula

Senador afirmou que decisão foi tomada em comum acordo com o presidente Lula após reunião realizada nesta quarta-feira

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  • Senador Jaques Wagner anuncia afastamento da liderança do governo após reunião com Lula no Palácio da Alvorada.
  • Wagner afirma que decisão foi tomada em comum acordo com Lula e que concentrará esforços na defesa e nas eleições.
  • Policia Federal investiga suposta relação entre Wagner e banqueiro Augusto Lima em esquema de fraudes financeiras.
  • Investigação apura se senador teria recebido benefícios em troca de apoio a medidas favorecendo o Banco Master.
  • Wagner nega irregularidades e reforça compromisso com reeleição de Lula e governador Jerônimo Rodrigues.
Ex-Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA) | Líder do governo no Senado Federal, senador Jaques Wagner (PT-BA) — Foto: Carlos Moura/Agência Senado
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O senador Jaques Wagner (PT-BA) anunciou nesta quarta-feira (24) que deixará o cargo de líder do governo no Senado Federal. A decisão foi tomada após uma reunião de cerca de duas horas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), realizada no Palácio da Alvorada, em Brasília. O afastamento ocorre dias após o parlamentar ser alvo da 9ª fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal (PF), que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras relacionado ao Banco Master.

Decisão após reunião com Lula

O anúncio foi feito pelo próprio senador por meio das redes sociais. Segundo Wagner, a decisão ocorreu em comum acordo com o presidente da República.

Acabei de ter uma ótima reunião com o Presidente @LulaOficial, uma conversa entre amigos, e decidimos, em comum acordo, que me afastarei da liderança do Governo no Senado Federal, escreveu o parlamentar.

Na mesma publicação, ele afirmou que pretende concentrar esforços na defesa das acusações e nas articulações políticas para as eleições.

Investigação da Polícia Federal

Na última quinta-feira (18), endereços ligados ao senador em Salvador e Brasília foram alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos pela Polícia Federal (PF). A corporação apura uma suposta relação entre Jaques Wagner e o banqueiro Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro e proprietário do extinto Banco Pleno, instituição que também foi liquidada pelo Banco Central (BC).

Segundo os investigadores, Wagner seria o suposto beneficiário central das vantagens econômicas investigadas”, hipótese que está sendo apurada no inquérito.

Suspeitas envolvem benefícios e apoio político

De acordo com a investigação, a PF busca esclarecer se o senador teria recebido pagamentos e benefícios em troca de apoio a medidas discutidas no Congresso Nacional que poderiam favorecer o Banco Master, incluindo uma proposta que ficou conhecida como “Emenda Master”.

As apurações também envolvem a compra de um apartamento de luxo em Salvador e repasses financeiros que, segundo a investigação, somariam R$ 3,5 milhões em nome de familiares do parlamentar.

Senador nega irregularidades

Jaques Wagner nega qualquer participação em irregularidades e afirma que pretende provar sua inocência. Na publicação em que anunciou a saída da liderança do governo, o senador reforçou que seu foco será esclarecer os fatos investigados.

Neste momento, minha prioridade absoluta é provar minha inocência e me dedicar à reeleição do presidente Lula e do governador Jerônimo Rodrigues, além da minha reeleição junto com Rui Costa para o Senado, declarou.

O caso segue sob investigação da Polícia Federal (PF), que apura possíveis crimes relacionados a fraudes financeiras e favorecimento indevido envolvendo instituições bancárias e agentes públicos.

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