- Michelle Bolsonaro deve confirmar candidatura ao Senado Federal pelo Distrito Federal nos próximos dias.
- Decisão será anunciada durante a convenção nacional do PL em São Paulo, próximo ao dia 25 de julho.
- Michelle evitará manifestações públicas para reduzir desgaste causado por conflitos familiares.
- Decisão de se afastar da presidência do PL Mulher foi comunicada após vídeo em que ela afirmou ter sido desrespeitada.
- Aliados avaliam que eleição ao Senado pode ampliar influência política da ex-primeira-dama dentro do partido.
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pretende manter a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na disputa por uma vaga no Senado Federal pelo Distrito Federal, apesar da crise envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo informações da CNN, embora tenha manifestado ao presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, a possibilidade de não disputar as eleições, Michelle deve confirmar sua candidatura nos próximos dias.
A expectativa é que o anúncio oficial ocorra próximo ao dia 25 de julho, durante a convenção nacional do PL, em São Paulo. Na ocasião, o partido também deverá oficializar a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Até o evento, Michelle deverá evitar manifestações públicas para reduzir o desgaste provocado pelos conflitos familiares.
Apesar da estratégia de diminuir a exposição pública, a ex-primeira-dama deve continuar se manifestando quando entender que foi alvo de críticas. Na semana passada, Michelle respondeu às reações após afirmar que a Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo Ministério da Educação durante o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), representava um "sonho realizado". Na ocasião, ela afirmou que a pauta está "acima da ideologia".
Aliados avaliam fortalecimento político
Segundo pessoas próximas à ex-primeira-dama, uma eventual eleição para o Senado Federal ampliaria seu espaço e influência política dentro do partido. Em meio aos atritos públicos com Flávio Bolsonaro, Michelle comunicou a Valdemar Costa Neto, na semana passada, seu desligamento da presidência do PL Mulher.
A decisão foi anunciada após a divulgação de um vídeo em que a ex-primeira-dama afirmou ter sido "maltratada", "desrespeitada" e "humilhada" pelo enteado durante divergências sobre o apoio do PL ao ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.