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Irã atribui bloqueio naval dos EUA com pirataria e diz que ação é ilegal

Exército iraniano ameaçou retaliação contra portos em ambos os lados do Estreito de Ormuz.

Navio no Estreito de Ormuz | Foto: Reuters
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O exército do Irã ameaçou reataliar os portos na região do Golfo Persico e Omã caso os Estados Unidos implantem o bloqueio naval prometido pelo presidente Donald Trump neste domingo (12). Caso aconteça, o país terá suas embarcações interceptadas por forças militares em alto-mar e serão impedidas de continuar seus devidos trajetos.

O bloqueio do Exército norte-americano está marcado para começar ás 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília. O regime iraniano, que está a frente do comando do estreito de Ormuz a mais d eum mês, classificou a ação dos EUA de 'ilegal e um exemplo de pirataria".

"A segurança no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é ou para todos ou para NINGUÉM. Se a segurança dos portos da República Islâmica do Irã nessas águas for ameaçada, nenhum porto na região estará seguro. (...) A imposição de restrições pelos 'EUA criminosos' ao tráfego marítimo em águas internacionais é uma ação ilegal e um exemplo de pirataria”, afirmou o Exército iraniano em comunicado divulgado pela emissora estatal Irib.

O Comando Xentral do Exército dos EUA afirmou, por meio de um comunicado, que todos os navios saindo ou chegando a portos iranianos serão bloqueados, assim como embarcações que tenham pago pedágio ao Irã, atitude considerada como "ilegal" pelo presidente Donald Trump.

Ainda segundo o Exército norte-americano, os militares apenas deixarão passar pelo Estreito de Ormuz navios que não sejam ligados ao Irã ou que não tenham portos iranianos como origem ou destino.

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