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Investigação sobre lavagem para o Comando Vermelho atinge indicado de Flávio Bolsonaro ao Senado

A ação faz parte da sexta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal e relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

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  • Ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, é investigado por lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis.
  • Operação da PF deflagrada nesta terça-feira investiga esquema de ocultação de recursos ilícitos em R$ 7,6 bilhões.
  • Canella, indicado por Flávio Bolsonaro para Senado em 2026, é alvo de ação da sexta fase da Operação Unha e Carne.
  • Investigação envolve ex-delegado Marcus Amin e acusações de contratações ilegais e crimes relacionados a organizações criminosa.
  • Deputado Guilherme Boulos criticou a ligação de Canella com grupo político de Flávio Bolsonaro e acusou-o de ligação com Comando Vermelho.
Márcio Canelas é indicado por Flávio Bolsonaro para o Senado. | Foto: Reprodução
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O ex-prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella (União Brasil), apontado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu nome para disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026, foi alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira (7). A investigação apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado postos de combustíveis e envolvido agentes públicos.

A ação faz parte da sexta fase da Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal e relatada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

Investigação da PF

Além de Márcio Canella, a operação também teve como alvo o delegado Marcus Amin, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro durante a gestão do governador Cláudio Castro.

Ao todo, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão na capital fluminense e nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Resende.

Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam para a existência de uma organização criminosa suspeita de utilizar postos de combustíveis para ocultar recursos de origem ilícita. Conforme relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), as movimentações financeiras sob investigação ultrapassam R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos.

A apuração também envolve suspeitas de contratação direta ilegal e outros crimes que poderão ser identificados ao longo das investigações.

Até a última atualização, Márcio Canella e sua defesa não haviam se manifestado sobre a operação.

Nome cotado para o Senado

Canella é considerado um dos principais aliados políticos de Flávio Bolsonaro no estado do Rio de Janeiro. O senador já o indicou como seu pré-candidato para disputar uma das vagas ao Senado nas eleições de 2026.

A operação ocorre em meio às articulações para a formação das chapas da direita no estado e coloca um dos nomes apoiados por Flávio Bolsonaro no centro de uma investigação da Polícia Federal.

Repercussão política

A operação repercutiu nas redes sociais. O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL-SP) comentou o caso e fez críticas ao grupo político ligado a Flávio Bolsonaro.

Em publicação, Boulos escreveu:

"Não escapa um! Indicado por Flávio Bolsonaro para concorrer ao Senado pelo Rio, Márcio Canella é alvo da PF por lavar dinheiro para o Comando Vermelho. Pode ser chamado de terrorista?" 

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