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Indefinição do STF sobre Moraes pode adiar análise sobre conduta de Mendonça no caso Master

Flávio Dino tem até 90 dias para devolver processo; sessão que trataria do caso está marcada para 23 de setembro

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  • Ministro Flávio Dino pediu vista, interrompendo julgamento sobre conduta de André Mendonça no STF.
  • Sessão de 23 de setembro pode ser adiada após decisão de Dino, que tem 90 dias para devolver processo.
  • Proposta de unificação dos casos de Moraes e Mendonça foi rejeitada em votação parcial no plenário do STF.
  • Presidente do STF, Edson Fachin, deve decidir se a sessão sobre Mendonça será mantida ou adiada.
  • Discussão envolveu divergências entre ministros sobre análise conjunta ou separada dos casos no Supremo.
Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes | Foto: Victor Piemonte/STF
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O pedido de vista do ministro Flávio Dino interrompeu o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) e pode levar ao adiamento da análise sobre a conduta do ministro André Mendonça na condução de procedimentos relacionados ao caso Master.

A sessão que deve analisar o caso de Mendonça está marcada para 23 de setembro, mas a continuidade do julgamento ficou em dúvida após a decisão de Dino. O ministro tem até 90 dias para devolver o processo ao plenário.

A definição sobre a manutenção ou o adiamento da sessão caberá ao presidente do STF, Edson Fachin, que deve tratar do assunto no plenário nesta quarta-feira (16).

julgamento no STF

A sessão desta terça-feira (15) havia sido convocada para analisar um relatório da Polícia Federal que reúne mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Antes de entrar no mérito do relatório, porém, o plenário passou a discutir uma questão de ordem apresentada pelo ministro Gilmar Mendes.

A proposta era que os procedimentos relacionados a Moraes e Mendonça fossem analisados conjuntamente. A ideia também previa que os casos fossem julgados na sessão de 23 de setembro.

Discussão envolve casos de Moraes e Mendonça

A proposta de unificação dividiu os ministros. Edson Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia defenderam que os casos permanecessem separados.

Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes votaram pela análise conjunta. Flávio Dino inicialmente acompanhou essa corrente, mas, antes da conclusão da votação, pediu vista do processo. Com isso, seu voto deixou de integrar o placar.

A sessão foi encerrada com placar parcial de 4 a 3 pela manutenção dos casos separados, mas não houve decisão definitiva sobre a questão.

Sessão sobre Mendonça pode ser adiada

Com o pedido de vista, o julgamento que envolve Moraes fica suspenso por até 90 dias. A questão processual também afeta a sessão prevista para 23 de setembro, que trata da conduta de Mendonça.

Segundo relatos publicados pela CNN, a avaliação entre integrantes da Corte é que a análise sobre Mendonça pode precisar ser retirada da pauta para evitar que os dois procedimentos sejam conduzidos simultaneamente enquanto a questão sobre a reunião dos casos ainda não está resolvida.

A decisão, no entanto, ainda depende de Fachin.

Entenda a origem do embate no Supremo

A discussão entre os ministros surgiu a partir de procedimentos relacionados ao Banco Master e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

De um lado, está o relatório da PF que reúne mensagens e outros elementos relacionados a Moraes e Vorcaro. De outro, há o procedimento que questiona a atuação de Mendonça em investigações relacionadas ao caso Master.

A proposta de analisar os dois casos conjuntamente foi defendida por Gilmar Mendes e recebeu apoio de outros ministros, sob o argumento de que a análise separada poderia produzir decisões conflitantes. Fachin, por sua vez, defendeu a tramitação separada, apontando diferenças entre os objetos dos procedimentos.

A sessão desta terça-feira foi marcada ainda por divergências e momentos de tensão entre os ministros, incluindo um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça.

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