- Flávio Bolsonaro publica vídeo chorando após ter visitas ao pai negadas pelo STF.
- Ministro Moraes nega pedido de visitas por causa da suspensão de 30 dias das visitas ao ex-presidente.
- Flávio afirma acompanhar saúde do pai por meio dos advogados e criticar a proibição de visitas.
- Candidato menciona formação de palanques em quase todos os estados e apoio de lideranças centristas.
- Flávio classifica proibição de visitas como injusta e desumana no Dia dos Pais.
O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) publicou, neste domingo (9), um vídeo em que aparece chorando enquanto escreve uma carta ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A publicação ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar o pedido para que Flávio e os irmãos Carlos e Jair Renan visitassem o ex-presidente no Dia dos Pais.
Na carta, Flávio afirmou que havia acabado de participar de uma agenda em Itapetininga, no interior de São Paulo, quando soube que a solicitação apresentada pela defesa havia sido negada.
Por isso lhe escrevo, pois não poderei te dar um abraço e matar a saudade como gostaria.
Moraes rejeitou no sábado (8) o pedido para que os três filhos visitassem Bolsonaro na tarde deste domingo. A defesa havia solicitado uma autorização excepcional por causa do Dia dos Pais e argumentado que o encontro teria finalidade exclusivamente familiar e humanitária.
Na decisão, o ministro citou a suspensão, por 30 dias, das visitas ao ex-presidente, com exceção de médicos e advogados.
Proibição de visitas
No caso de Flávio, a restrição é ainda mais longa. Desde meados de julho, o senador está proibido de visitar o pai por 90 dias, após divulgar nas redes sociais uma carta escrita por Bolsonaro.
Segundo Moraes, a publicação representou descumprimento das restrições impostas ao ex-presidente, que impedem Bolsonaro de utilizar redes sociais, inclusive por meio de terceiros.
A defesa de Bolsonaro contesta a medida e afirma que o ex-presidente não sabia previamente que a carta seria divulgada. Na nova mensagem, Flávio afirmou que acompanha o estado do pai por meio dos advogados.
Fico sabendo pelos outros advogados como está sua saúde e seu humor, pergunto todos os dias, sem falta.
Carta menciona campanha
Flávio também aproveitou a mensagem para fazer um balanço da campanha presidencial. Segundo o senador, a articulação conduzida ao lado de Rogério Marinho (PL-RN) permitiu a formação de palanques em “quase todos os estados”.
O candidato afirmou ainda que, embora partidos de centro não tenham formalizado apoio à candidatura, lideranças dessas siglas estariam ao seu lado.
Em outro trecho, Flávio disse acreditar que o pai estará presente em uma eventual cerimônia de posse em janeiro de 2027.
Nos meus discursos, quando falo que você vai colocar a faixa de presidente em mim, em janeiro de 27, o povo vai ao delírio.
Ao final da carta, Flávio voltou a criticar a impossibilidade de encontrar o pai neste domingo e classificou a proibição como injusta.
Proibir um filho de visitar um pai, ou o pai de dar um abraço nos filhos, no Dia dos Pais é desumano, é insano, é injusto, é triste.