Terrenos do ex-jogador da seleção, Ronaldinho Gaúcho, foram incluídos em uma manobra financeira para lastrear a captação de R$ 330 milhões pelo Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025.
Segundo a reportagem do jornal O Globo, dois terrenos do ex-jogador foram incluídos em um fundo conhecido como Certificado de Recebíveis Imobiliários (CRI) como lastro, um tipo de garantia, para captar recursos no mercado financeiro.
O que são CRI's?
Os CRIs são usados para custear empreendimentos imobiliários, como um tipo de empréstimo que paga juros aos investidores após a construção da obra em cima do capital emprestado.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Daniel Vorcaro usava esses investimentos para captação de recursos dos investidores no mercado. Mas, ao invés de realizar os empréstimos, aplicava em outros títulos do próprio Banco Master.
No caso de Ronaldinho, os terrenos foram usados, sem consentimento do jogador, em agosto de 2023 pela empresa Base Securitizadora, alvo da investigação, para emissão de R$ 330 milhões em créditos para a S&J Consultoria.
Como garantia para o investimento, a empresa incluiu os terrenos de Ronaldinho, que seriam usados em empreendimentos imobiliários. No entanto, advogados do ex-jogador e os sócios alegaram que o negócio não foi adiante por falta de licenças ambientais e a pendências de IPTU.
Os investigadores afirmam que a manobra, com imóveis de “fachada” era usada pelo banqueiro para melhorar os índices do Master, aumentar a credibilidade e atrair novos investidores.