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Governo quer acelerar votações e definir nome para o STF antes da posse

PEC da Segurança e nome para o STF estão entre os temas; Centrão quer discutir sistema eleitoral, maioridade penal e possível reforma do judiciário.

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  • Parlamentares da base de Lula avaliam que o governo deve aprovar projetos antes da nova legislatura em 2026.
  • PEC da Segurança Pública, indicação para o STF e orçamento com promessas eleitorais são prioridades do governo.
  • Centrão busca aprovação de reformas como novo sistema eleitoral e redução da maioridade penal.
  • Lula busca manter Hugo Motta e Davi Alcolumbre nas presidências da Câmara e do Senado.
  • Governo articula liberação de emendas e cargos para fortalecer candidaturas de aliados.
Governo quer acelerar votações e definir nome para o STF antes da posse | Foto: Gervásio Baptista/Agência Brasil
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Parlamentares da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o governo precisa aproveitar os últimos dois meses deste ano para aprovar projetos de seu interesse antes da mudança na composição do Congresso Nacional. A avaliação é que as propostas podem enfrentar maior resistência na próxima legislatura, eleita em 2026, que terá maioria de oposição ao governo e exigirá mais negociações para a aprovação de matérias.

Governo define prioridades para o fim do ano

Entre as principais prioridades do Palácio do Planalto estão a aprovação da PEC da Segurança Pública, a indicação de um nome para ocupar uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e a elaboração de um orçamento que contemple as promessas feitas durante a campanha eleitoral.

Além das pautas do governo, integrantes do Centrão também pretendem aproveitar o período para discutir propostas como a adoção de um novo sistema eleitoral, a redução da maioridade penal e até uma eventual reforma do Judiciário.

Base governista vê janela de oportunidade antes da nova legislatura

Na avaliação de um líder governista, o governo Lula terá pelo menos duas fases distintas. A primeira começa nesta semana e se estende até 4 de janeiro, véspera da posse dos parlamentares para o novo mandato. “Ele [Lula] tem que fazer coisas que não conseguirá fazer com facilidade na próxima legislatura, tem que cumprir promessas agora. Pilotar o controle das Casas Legislativas”, afirmou o líder.

Lula busca manter aliados no comando da Câmara e do Senado

Nesse cenário, o governo também tem interesse na permanência de Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) nas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, respectivamente.

Os dois parlamentares apoiaram a campanha de Lula, também em uma estratégia de autoproteção diante do crescimento do PL. No entanto, podem enfrentar candidatos da direita na disputa pelo comando das Casas, especialmente o senador Rogério Marinho (PL-RN), cotado para concorrer à presidência do Senado.

Emendas e cargos entram na articulação política

Com o apoio do Palácio do Planalto, Alcolumbre e Motta teriam à disposição instrumentos políticos para fortalecer suas candidaturas, como a articulação para a liberação de emendas parlamentares e a distribuição de cargos.

A eleição para as presidências da Câmara e do Senado está prevista para fevereiro de 2027. Até lá, o governo deverá intensificar as negociações com os partidos e as lideranças do Congresso para tentar avançar com suas prioridades antes da mudança na composição parlamentar.

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