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Governo Federal prorroga até 2027 contratos do Mais Médicos Especialistas

Médicos do primeiro ciclo de contratos poderão continuar no programa até fevereiro do próximo ano

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  • Ministério da Saúde prorrogou contrato de 676 médicos especialistas por seis meses, até fevereiro de 2027.
  • Profissionais atuam em 380 municípios, com foco em regiões com maior carência de especialistas.
  • Programa oferece bolsas maiores para atrair médicos para regiões como o Norte e Amazonas.
  • Governo avalia alternativas para fixar especialistas permanentemente em áreas de difícil contratação.
  • Ministério estuda criação de novos vínculos com mecanismos de progressão e incentivos para profissionais.
Uniforme do programa Mais Médicos; projeto voltado para especialidades foi lançado no ano passado | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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O Ministério da Saúde prorrogou por seis meses a permanência dos médicos que ingressaram no primeiro edital do Mais Médicos Especialistas, programa lançado no ano passado. A medida foi publicada nesta quarta-feira (26) no Diário Oficial da União (DOU) e contempla 676 profissionais, que poderão permanecer no programa até fevereiro de 2027. Eles ingressaram na primeira fase da iniciativa, em setembro de 2025.

A extensão dos contratos depende da adesão dos médicos e da manifestação de interesse dos serviços de saúde onde eles atuam. A medida será mantida enquanto o governo avalia um modelo para garantir a continuidade e a fixação dos especialistas após o encerramento do período atual do programa.

Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, os 676 médicos que ingressaram no ano passado são contemplados pela prorrogação. Outros 451 profissionais chegaram recentemente e estão iniciando os procedimentos para atuação.

Profissionais atendem 380 municípios

Os especialistas estão distribuídos em cerca de 690 estabelecimentos de saúde de 380 municípios. Mais da metade trabalha no interior do país, principalmente no Nordeste, Norte de Minas Gerais e região Norte, áreas apontadas pelo Ministério da Saúde como de maior carência de médicos especialistas.

Os profissionais são direcionados para unidades que já possuem estrutura para atendimento, mas enfrentam falta de especialistas para determinados procedimentos. Em Bocaiuva (MG), por exemplo, a média de endoscopias realizadas passou de sete para 104 procedimentos após a chegada de um especialista.

No Acre, três dos quatro cirurgiões oncológicos que atuam no estado fazem parte do programa, segundo o Ministério da Saúde. A pasta afirma que esses profissionais representam 75% dos especialistas da área no estado.

Governo avalia permanência definitiva

Além da prorrogação temporária, o Ministério da Saúde estuda alternativas para fixar os especialistas de forma permanente nas regiões com maior dificuldade de contratação. Uma das possibilidades é a criação de novos vínculos, incluindo o regime CLT, com mecanismos de progressão de carreira e incentivos para profissionais que permaneçam em localidades de difícil fixação.

O ministério também mantém uma parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para acompanhar a atuação dos médicos e os impactos nos serviços de saúde. Segundo Felipe Proenço, a estratégia de formação de especialistas precisa estar associada à expansão da estrutura de saúde. A ideia é, por exemplo, vincular a abertura de novos hospitais e policlínicas à oferta de programas de residência médica.

Região Norte é prioridade

A região Norte está entre as prioridades do programa. Segundo o Ministério da Saúde, apenas cerca de 6% dos médicos especialistas do país estão na região, enquanto entre 54% e 55% estão concentrados no Sudeste. No Amazonas, cerca de 92% dos especialistas estão concentrados em Manaus. Para atrair profissionais para a região, o programa oferece bolsas maiores, que podem chegar a R$ 20 mil por 20 horas semanais.

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