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Governo estuda reduzir impostos para evitar alta de passagens durante guerra

Proposta foi feita pelo Ministério de Portos e Aeroportos à pasta da Fazenda

Governo estuda reduzir impostos para evitar alta de passagens | Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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Após reduzir PIS e Cofins sobre o diesel, o governo federal avalia cortar outros tributos para evitar o aumento no preço das passagens aéreas. A medida ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, influenciada pela guerra no Irã, que impacta diretamente o querosene de aviação (QAV) — principal custo das companhias aéreas.

Proposta enviada à Fazenda

O Ministério de Portos e Aeroportos encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta com medidas que vão além do modelo aplicado ao diesel. O objetivo é reduzir o custo de diferentes componentes do transporte aéreo. O documento, no entanto, não apresenta estimativas de impacto orçamentário nem indica como será feita a compensação da perda de arrecadação.

Medidas em análise

Entre as principais propostas estão:

  • Redução de PIS e Cofins sobre o QAV até o fim do ano

  • Isenção do IOF para empresas aéreas

  • Redução do Imposto de Renda sobre o leasing de aeronaves

Objetivo do governo

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, afirmou que a proposta busca:

Preservar o equilíbrio econômico-financeiro das empresas, sem interferir diretamente na formação do preço do QAV ou nos sinais de mercado.

Impacto do petróleo no setor aéreo

Segundo o documento técnico, o aumento da cotação internacional do petróleo tem efeitos diretos sobre o QAV, provocando:

  • Elevação dos custos operacionais das companhias

  • Menor capacidade de absorver despesas

  • Reajustes graduais nas tarifas

  • Impacto maior em rotas regionais e menos competitivas

Além disso, choques prolongados no preço do combustível podem resultar em:

  • Passagens mais caras

  • Redução da oferta de voos

  • Impactos econômicos e territoriais relevantes

Cenário internacional

Companhias aéreas internacionais, como a Scandinavian Airlines e a Qantas, já anunciaram aumento nas tarifas. Na Índia, a alta nas passagens chega a cerca de 15%. O pacote prevê a edição de dois decretos e uma medida provisória. Agora, cabe ao Ministério da Fazenda avaliar o impacto fiscal e decidir se encaminha a proposta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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