- Flávio Bolsonaro registrou candidatura à Presidência no TSE e declarou R$ 8,186 milhões em bens.
- Valor declarado é quase o dobro do de Lula e representa aumento de R$ 6,4 milhões em relação a 2018.
- Senador foi restabelecido no PL após decisão do ministro Nunes Marques sobre sua filiação.
- Flávio Bolsonaro foi desfiliado do partido Missão sem seu consentimento, segundo sua defesa.
- Patrimônio do senador é menor que o de Romeu Zema, que declarou R$ 178,7 milhões em bens.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registrou, na noite desta quinta-feira (13), sua candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e declarou R$ 8,186 milhões em bens. O valor é quase o dobro dos R$ 4,8 milhões declarados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e representa um aumento de aproximadamente R$ 6,4 milhões em relação ao patrimônio informado por Flávio nas eleições de 2018.
Registro no TSE
O registro da candidatura ocorreu poucas horas depois de uma decisão do presidente do TSE, ministro Nunes Marques, que determinou o restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e sua desfiliação do partido Missão.
A mudança partidária havia ocorrido entre a noite de quarta-feira (12) e a manhã desta quinta-feira (13). Segundo a defesa do senador, a alteração ocorreu sem o consentimento de Flávio, o que levou os advogados a acionarem a Justiça Eleitoral.
Com a decisão de Nunes Marques, a filiação de Flávio ao PL foi restabelecida, permitindo a formalização do registro da candidatura pelo partido.
Patrimônio declarado
No documento apresentado à Justiça Eleitoral, Flávio Bolsonaro informou possuir R$ 8,186 milhões em patrimônio. O valor é R$ 6,4 milhões superior ao declarado por ele em 2018.
Na comparação com outros nomes que aparecem na disputa presidencial, o patrimônio informado pelo senador é inferior ao declarado pelo governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que registrou R$ 178,7 milhões em bens.
Já em relação ao presidente Lula, que declarou R$ 4,8 milhões, o patrimônio informado por Flávio é quase duas vezes maior.
As declarações de bens fazem parte das informações apresentadas pelos candidatos à Justiça Eleitoral durante o processo de registro das candidaturas.