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Flávio Bolsonaro diz que tentou escolher mulher como vice, mas cita inviabilidade política

Senador afirmou que buscou uma vice de outro partido, mas disse que a neutralidade de legendas e as definições internas levaram à escolha de Alfredo Gaspar.

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  • Flávio Bolsonaro enfrentou barreiras para eleger uma mulher como vice devido à neutralidade dos partidos e decisões internas do PL.
  • Flávio buscou formar chapa com mulher de outro partido, mas não houve sucesso devido à neutralidade dos partidos envolvidos.
  • A senadora Teresa Cristina, do Progressistas, foi apontada, mas não se engajou após o partido declarar neutralidade.
  • Flávio escolheu Alfredo Gaspar como vice, apesar das acusações de estupro, alegando que não há acordo com os parlamentares acusadores.
  • O coordenador da campanha, Rogério Marinho, indicou Gaspar, destacando sua atuação na CPMI do INSS como fator decisivo.
Flávio e Alfredo | Foto: Beto Barata/PL
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Flávio Bolsonaro (PL) disse que enfrentou barreiras para eleger uma mulher como vice na chapa à Presidência da República devido a neutralidade dos partidos de centro e também pela definição de campanhas dentro do PL. 

Eu sempre falei da minha preferência sobre ter uma vice mulher, [...] quem não veio foram os caciques dos partidos que não vieram aí a critério deles, eu respeito. [...] e em função dessa busca que eu tava de uma vice preparada, uma mulher de outros partidos, isso não foi possível", afirmou o senador em entrevista ao podcast Market Makers.

O candidato diz ter procurado formar chapa com uma mulher de outro partido para fortalecer a candidatura e participação feminina na chapa, mas que não houve êxito. A senadora Teresa Cristina, do Progressistas, era um dos nomes apontados, mas não deu liga após o partido também decretar neutralidade.

Os partidos que declaram neutralidade são MDB, PSDB/Cidadania, PP (Progressistas), União Brasil, Republicanos e Podemos.

NEGOCIAÇÕES INTERNAS

Sem avançar nas tratativas com os outros partidos, Flávio teve que apostar em escolher um nome de dentro do PL optando por Alfredo Gaspar. A escolha gerou polêmica já que Gaspar foi acusado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS) de estupro. 

A acusação ocorreu durante a CPMI do INSS, da qual Gaspar era relator. De acordo com o vice, não existe possibilidade de acordo com os parlamentares: "Não tem acordo. Quando ficar esclarecido que é uma fake news, vou seguir com o processo até o fim contra Lindbergh e Soraya", disse Gaspar.

Flávio afirmou que figuras como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, e as parlamentares Júlia Zanatta, Priscila Costa, Bia Kicis e Clarissa Tércio, eram possibilidades, mas que todas já tinham campanhas definidas.

"Tinham grandes nomes aqui, mas todo mundo já meio que decididas a concorrer a alguma coisa, a Senado, a deputada, com as campanhas estruturadas", disse o candidato.

O coordenador da campanha de Flávio, Rogério Marinho, também foi apontado como uma via possível. Segundo Flávio, a escolha de Gaspar foi indicada por Marinho. 

"Foi quando veio aí a possibilidade alternativa trazido pelo nosso coordenador de campanha que é Rogério Marinho do nome de Alfredo Gaspar que é uma pessoa que também tem requisitos excepcionais".

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, declarou à CNN que o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) era o melhor nome para compor a chapa e ressaltou sua atuação como relator na CPMI do INSS.

“O que mais atingiu o governo petista foi a CPMI do INSS. O desconto de aposentados foi inédito, ainda mais com o salário baixo que ganha um aposentado. Quem melhor que o Gaspar para falar nesse assunto?”, disse o dirigente do partido.

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