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Fim da escala 6x1: relator entrega à CCJ do Senado relatório sem mudanças no texto da Câmara

Manutenção da proposta aprovada pelos deputados busca agilizar análise do tema; comissão deve votar texto na próxima semana

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  • Senador Omar Aziz apresenta relatório favorável à PEC que acaba com a escala 6x1, mantendo o texto aprovado pela Câmara.
  • Decisão contraria oposição que buscava alterar proposta, incluindo retorno do limite de 44 horas semanais.
  • PEC deve ser votada pela CCJ na próxima semana, após tramitação destravada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
  • Aliados de Lula pressionam para que PEC seja analisada pelo plenário no mesmo dia da CCJ, acelerando a promulgação.
  • Oposição tentou influenciar tramitação com proposta alternativa e emendas, mas relatório de Aziz mantém texto original.
CCJ do Senado Federal | Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
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O senador Omar Aziz (PSD-AM) apresentou nesta quinta-feira (27) à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado relatório favorável à PEC que prevê o fim da escala 6x1, mantendo sem mudanças o texto aprovado pela Câmara dos Deputados.

A decisão contraria as articulações da oposição, que buscava modificar a proposta durante a tramitação no Senado. Entre as mudanças defendidas estava o retorno do limite de 44 horas semanais, proposta apoiada por integrantes da bancada do PL.

A manutenção do texto da Câmara faz parte de uma estratégia para acelerar a análise da PEC no Senado em um ano eleitoral. Se o parecer de Aziz for aprovado sem alterações, a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir para promulgação pelo Congresso Nacional após a votação no Senado.

Senador Omar Aziz | Foto: Reprodução\Redes sociais

A PEC deve ser votada pela CCJ na próxima semana. A tramitação foi destravada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que se reaproximou do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas últimas semanas.

Alcolumbre, no entanto, não garantiu que a proposta será levada ao plenário do Senado na próxima semana. Após reunião com Lula e o presidente da Câmara, Hugo Motta, nesta quarta-feira (26), o senador afirmou que ainda não havia definição sobre o calendário da votação.

Aliados de Lula pressionam para que a PEC seja analisada pelo plenário no mesmo dia em que passar pela CCJ.

Lula, Motta e Alcolumbre lado a lado | Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Como será a votação

Para avançar no Senado, a PEC precisa primeiro ser aprovada pela CCJ e depois passar por dois turnos de votação no plenário.

Pelas regras regimentais, após a votação em primeiro turno, deve haver um intervalo de cinco dias úteis antes da segunda votação. Aliados do governo, porém, argumentam que, havendo acordo político, o Senado pode votar os dois turnos em sequência, como já ocorreu em outras ocasiões.

Caso o texto de Aziz seja mantido pelo plenário, a proposta seguirá diretamente para promulgação, sem precisar ser novamente analisada pelos deputados.

Oposição tentou mudar proposta

A manutenção integral do texto aprovado pela Câmara ocorre após meses de articulação da oposição para modificar ou retardar a tramitação da PEC.

Em junho, parlamentares de direita apresentaram uma proposta alternativa à redução da jornada de trabalho. A estratégia era fazer com que o texto tramitasse paralelamente à PEC aprovada pelos deputados e abrir espaço para uma discussão sobre o modelo de jornada e seus possíveis impactos econômicos.

A proposta alternativa, no entanto, perdeu força ao longo da tramitação.

Emendas eram alternativa para oposição

Com o enfraquecimento da PEC alternativa, integrantes da oposição passaram a discutir outras formas de interferir no texto durante a tramitação no Senado.

Uma das estratégias avaliadas era a apresentação de emendas à proposta aprovada pela Câmara, com o objetivo de alterar pontos considerados sensíveis por setores empresariais e ampliar as negociações em torno da redução da jornada.

Entre as mudanças defendidas estava a manutenção do limite de 44 horas semanais, em vez da redução prevista no texto aprovado pelos deputados.

Com o relatório apresentado por Omar Aziz sem alterações, porém, essas tentativas não foram incorporadas ao parecer que será analisado pela CCJ.

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