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Filme sobre Jair Bolsonaro é classificado como “crime” e produção entra em nova controvérsia

A obra aborda os acontecimentos da campanha presidencial de 2018, vencida por Bolsonaro quando ainda integrava o PSL.

Dark Horse está no centro de polêmica policial com vazamento de áudio. | Foto: Reprodução
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O filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, passou a chamar atenção nas redes sociais após aparecer categorizado no IMDb como uma produção dos gêneros crime, biografia e drama.

A classificação surgiu em meio à repercussão envolvendo o longa-metragem, que entrou no centro da crise política da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro. O episódio ganhou força depois da divulgação de áudios pelo site The Intercept Brasil, nos quais o parlamentar aparece cobrando valores de patrocínio ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Produção retrata eleição de 2018

A obra aborda os acontecimentos da campanha presidencial de 2018, vencida por Bolsonaro quando ainda integrava o PSL. Entre os momentos retratados está o atentado sofrido pelo então candidato durante agenda política em Juiz de Fora, quando foi atingido por uma facada e precisou permanecer hospitalizado durante parte da disputa eleitoral.

Apesar disso, não há confirmação de que a classificação do IMDb tenha relação direta com o conteúdo da cena.

O IMDb é uma das principais plataformas de referência do setor audiovisual e reúne informações sobre filmes, séries e produções do entretenimento. O sistema permite alterações colaborativas feitas por usuários cadastrados, mas as mudanças passam por análise antes de serem aprovadas.

Imagem criada por IA chama atenção

Outro ponto que repercutiu na página do filme foi a inclusão de uma imagem produzida por inteligência artificial. Nela, o ator Jim Caviezel, caracterizado como Jair Bolsonaro, aparece segurando duas maletas com a marca do Banco Master, instituição associada ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Não há informações sobre quem inseriu a imagem ou quando ela foi adicionada à plataforma.

Até a última quinta-feira (14), Vorcaro também aparecia listado como produtor executivo da obra no IMDb. Posteriormente, o nome foi retirado da página oficial do filme.

A produtora responsável por “Dark Horse” negou qualquer ligação entre o empresário e a inclusão das informações no site.

Divergência entre aliados

Segundo informações divulgadas pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, Daniel Vorcaro teria destinado R$ 62 milhões ao projeto cinematográfico.

Após a repercussão do caso, Flávio Bolsonaro se pronunciou publicamente por meio de nota e vídeo, afirmando que existia um acordo formal relacionado ao financiamento do longa.

“Conheci Daniel Vorcaro em dezembro de 2024. Não tinha absolutamente nenhuma acusação contra ele. O que acontece é que, com o passar do tempo, ele simplesmente parou de honrar com as parcelas do contrato. Sim, tinha um contrato, que ele ao não pagar as parcelas, tinha uma grande chance de o filme sequer ser veiculado, sequer ser concluído. Em função disso, procuramos outros investidores para concluir esse filme”, disse Flávio.

Horas depois, porém, o deputado Mário Frias divulgou uma nota pública nas redes sociais negando qualquer participação financeira de Vorcaro no projeto.

“não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse”.

Na mesma manifestação, Frias também afirmou que Flávio Bolsonaro não possui relação direta com a produção cinematográfica.

“E, ainda que houvesse, não haveria problema algum: trata-se de relação estritamente privada, entre adultos capazes, sem um único real de dinheiro público envolvido”, afirmou o deputado, em comunicado divulgado nas redes sociais. 

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