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Ex-prefeito no Piauí acusa vereador de colocar cadeado em registro de poço e deixar comunidade sem água

Segundo Téa, diversas famílias estariam enfrentando dificuldades devido à interrupção do fornecimento de água, situação que, de acordo com ele, se arrasta há vários dias.

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  • Ex-prefeito José Arimatéa acusa vereador Raimundo Lero de fechar poço em Dom Inocêncio.
  • Famílias enfrentam dificuldades por falta de água, segundo Téa, que afirma o problema dura vários dias.
  • Ex-prefeito critica administração municipal e questiona ausência de providências para resolver a situação.
  • Caso segue repercutindo no município sem manifestação pública dos acusados.
Ex-prefeito faz graves acusações contra vereador em Dom Inocêncio. | Foto: Reprodução
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Uma disputa política ganhou repercussão em Dom Inocêncio após o ex-prefeito José Arimatéa, conhecido como Téa, acusar o vereador e ex-vice-prefeito Raimundo Lero de ter determinado o fechamento do registro de um poço responsável pelo abastecimento de moradores da comunidade Lagoa do Arroz, na zona rural do município.

Segundo Téa, diversas famílias estariam enfrentando dificuldades devido à interrupção do fornecimento de água, situação que, de acordo com ele, se arrasta há vários dias.

ACUSAÇÕES

As declarações foram feitas em um vídeo divulgado nas redes sociais. Durante a gravação, o ex-prefeito mostra a estrutura do poço e afirma que o registro teria sido trancado com um cadeado, impedindo a distribuição de água para a população local.

Ao comentar o caso, Téa também direcionou críticas à administração municipal e questionou a falta de providências diante da situação.

“Estamos sem água há dias. O poço tem mais de 20 anos servindo essa população e agora colocaram cadeado no registro [..] Cadê o prefeito? Falta autoridade. Um vereador não pode mandar mais que a Prefeitura”, indagou.

HISTÓRICO DO POÇO

De acordo com o ex-prefeito, o sistema de abastecimento atende a comunidade há mais de duas décadas. Ele relatou que a perfuração do poço ocorreu no ano 2000, com apoio do então deputado Marcelo Castro, e desde então tem sido utilizado por moradores da região.

Ainda segundo Téa, o bloqueio do registro estaria comprometendo o acesso à água de diversas famílias que dependem exclusivamente da estrutura.

COBRANÇA

Durante o vídeo, o ex-gestor defendeu a apuração do caso pelos órgãos competentes e pediu a atuação do Ministério Público para investigar as circunstâncias da denúncia.

Além disso, ele voltou a criticar a gestão do prefeito Fernandinho (PSD), alegando ausência de medidas para solucionar o problema relatado pelos moradores.

OUTRO POÇO

Na mesma gravação, Téa apresentou um segundo poço existente na localidade. Segundo ele, a estrutura foi perfurada durante o período eleitoral, mas permanece sem funcionamento há mais de dois anos por falta dos equipamentos necessários para entrar em operação.

O caso segue repercutindo no município e, até o momento, não houve manifestação pública dos citados sobre as acusações apresentadas pelo ex-prefeito.

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