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EUA pediram a Flávio Bolsonaro que retirasse trecho em que se declarava “presidente eleito”

Segundo diplomatas, expressão poderia sugerir reconhecimento do senador pelo governo americano e gerar problemas nas relações com o Brasil

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  • Estados Unidos pediu que Flávio Bolsonaro remova referência a "presidente eleito" da carta divulgada.
  • Assessores do Departamento de Estado alertaram sobre riscos à relação diplomática com o Brasil.
  • Flávio alterou texto após pressão americana, passando a chamar-se "líder do Brasil".
  • Senador negou ter fugido do Brasil e afirmou estar em território americano com família.
  • TSE confirmou vitória de Lula e rejeitou acusações de fraudes na eleição.
Flávio Bolsonaro | Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
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O governo dos Estados Unidos pediu ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado na eleição presidencial, que retirasse da carta divulgada por ele o trecho em que se apresentava como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil”. A informação foi divulgada pela colunista Mariana Sanches, do UOL, e confirmada por fontes diplomáticas ouvidas pelo veículo.

Segundo assessores do Departamento de Estado americano, a expressão poderia dar a entender que Washington reconhecia Flávio como presidente eleito, o que poderia provocar problemas nas relações diplomáticas com o governo brasileiro.

Aliados do senador afirmaram que a mudança foi apenas um ajuste no texto divulgado inicialmente. De acordo com as fontes ouvidas pelo UOL, porém, a alteração ocorreu após representantes do governo de Donald Trump manifestarem preocupação com o conteúdo da carta.

Os Estados Unidos autorizaram a entrada de Flávio e de sua família no país e concederam vistos a eles. Segundo os diplomatas, entretanto, receber o senador em território americano é diferente de reconhecê-lo como presidente eleito, medida que poderia comprometer as relações oficiais com o Brasil.

Primeira versão da carta postada por Flávio em uma rede social se chamava de 'presidente eleito' | Foto: Reprodução/X

Flávio mudou texto após divulgação inicial

Na primeira versão da carta, divulgada na quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro se apresentou como o “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito”. Ele também contestou o resultado do segundo turno e alegou, sem apresentar provas, que houve fraude na eleição.

Pouco depois, o senador apagou a publicação e divulgou uma nova versão, na qual substituiu as expressões por “líder do Brasil” e “líder”.

Na carta, Flávio agradeceu aos presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, e afirmou estar em território americano com a família e “em segurança”. Também negou ter fugido do Brasil, alegou ser alvo de perseguição política e declarou que passaria a liderar a oposição a partir dos Estados Unidos.

Senador questionou horário de votação

Flávio também criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou em duas horas o período de votação no domingo (25).

A ampliação do horário havia sido solicitada pelas campanhas de Lula e de Flávio, diante de problemas no transporte público de eleitores e de condições climáticas adversas.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pouco mais de 34 mil votos foram registrados após as 17h. Lula venceu a eleição com vantagem de 4,43 milhões de votos sobre Flávio.

O TSE confirmou a vitória de Lula e informou que a votação ocorreu com segurança e transparência, sem fraudes ou inconsistências que comprometessem o resultado. O PL, partido de Flávio, também reconheceu o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral, embora tenha defendido que os questionamentos apresentados fossem esclarecidos pela Justiça.

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