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Erika Hilton aciona PGR contra lei que proíbe mulheres trans de usarem banheiros femininos em Campo Grande

Deputada federal alega que legislação é inconstitucional e viola direitos fundamentais.

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  • A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP) acionou a PGR contra lei que proíbe mulheres trans de usar banheiros femininos em Campo Grande (MS).
  • A lei é considerada inconstitucional e inaplicável por violar princípios da igualdade, dignidade humana e proporcionalidade.
  • Erika argumenta que a medida vai contra definições da Corte Interamericana de Direitos Humanos e do STF sobre gênero.
  • A lei foi sancionada pela prefeita Adriane Lopes (PP) em 22 de outubro, com o objetivo de "ampliar a equidade" considerando aspectos biológicos das mulheres.
Erika Hilton (Psol-SP) | Foto: Reprodução\Redes sociais
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A deputada federal Erika Hilton (Psol-SP), acionou a Procuradoria-Geral da República (PGR) contra uma lei sancionada em Campo Grande (MS), que proíbe mulheres trans de usarem banheiros femininos. De acordo com a parlamentar, a legislação é inconstitucional e inaplicável.

A Lei Municipal 7.615/2026 segrega mulheres trans e travestis ao proibir a utilização de banheiros públicos de acordo com sua identidade de gênero no âmbito do município, segundo a deputada.

  • O que é identidade de gênero?

A Identidade de gênero é a percepção interna e individual de cada pessoa sobre si. Isto é, como a pessoa vai se definir para a sociedade, definindo-se como homem, mulher, ambos, ou nenhum, independentemente do sexo biológico.

"A lei promove uma ideia de que existiria uma possibilidade de dano hipotético ao permitir que mulheres trans e travestis usem banheiros de acordo com sua identidade de gênero, o que é completamente equivocado e inconstitucional por violar diversos preceitos fundamentais. A lei viola o princípio da igualdade e não discriminação, princípio da dignidade da pessoa humana e da proporcionalidade, além de ser inconvencional. ", sustenta Erika.

A lei não infrige apenas a Constituição. A deputada argumenta também que a medida vai contra definições da Corte Intermericana de Direitos Humanos e se distancia de entendimentos sobre gênero definidos pelo próprio Supremo Tribunal Federal (STF).

O dispósitivo 

A lei foi sancionada pela prefeita de Campo Grande (MS), Adriane Lopes (PP), no último dia 22. Segundo a legislação, seu objetivo é "ampliar a equidade, levando em consideração os aspectos biológicos das mulheres".

Nas redes sociais a deputada anunciou a medida.

Publicação feita por Erika Hilton no X - Foto: Reprodução

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