- Ministros do STF evitaram comparecer à tribuna de Lula durante desfile de 7 de Setembro em Brasília.
- André Mendonça revelou mensagens entre Alexandre de Moraes e empresário investigado pela PF.
- Moraes acusou Mendonça de abuso de poder e direcionamento de investigações em interesses próprios.
- Caso será analisado por Fachin, que decidirá se investigação vai ao plenário do STF.
- Ausência de ministros no desfile também ocorreu em 2025, em meio a tensão política e julgamentos.
Em meio a uma das maiores crises recentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministros da Corte evitaram comparecer à tribuna de honra do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o desfile de 7 de Setembro, em Brasília.
Na última terça-feira (1º), André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal que continha mais de 50 mensagens trocadas entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, do Banco Master. Segundo os registros, o empresário recorria ao ministro em busca de proteção diante de investigações da PF e da PGR.
Dois dias depois, Moraes pediu a investigação de Mendonça. Com base em relatórios de trabalho da PF, o ministro alegou que o colega teria cometido abuso de poder e direcionado as investigações sobre o Banco Master e o INSS de acordo com interesses próprios.
Caso será analisado por Fachin
O caso está sob análise de Edson Fachin, que deverá decidir se os pedidos de investigação serão submetidos ao plenário do STF e quando isso poderá ocorrer. O presidente Lula tenta se afastar da crise. Na semana passada, gravou um vídeo para as redes sociais e para o programa eleitoral em que comentou o episódio.
Sem citar Moraes, Lula afirmou que todos devem ser investigados e cobrou da PGR e do STF uma solução para o caso envolvendo o Banco Master.
Ausência também ocorreu em 2025
A ausência de ministros do STF no desfile de 7 de Setembro também ocorreu em 2025. Naquele ano, havia tensão política em torno da Corte, enquanto estava marcado para a mesma semana o início do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de aliados por tentativa de golpe de Estado.
Na ocasião, o Supremo era alvo frequente da oposição, que tradicionalmente utiliza o 7 de Setembro para manifestações políticas e críticas à Corte.