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Em Bogotá, Lula critica Trump, defende cooperação com África e cita dívida histórica

Líder brasileiro condena invasões, critica postura dos EUA e demonstra preocupação com cenário global

Presidente Lula em Bogotá | Foto: Ricardo Stuckert/PR
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O presidente Lula direcionou críticas ao governo de Donald Trump durante seu discurso em Bogotá, na Colômbia. O líder brasileiro afirmou que não há justificativa para invasão entre países.

Não há, nem na Carta da ONU nem na Bíblia, nada que diga que um presidente pode organizar a invasão de um país a outro, disse.

A declaração ocorreu no Fórum de Alto Nível CELAC-África, que reúne líderes das duas regiões em meio a um contexto de maior fragmentação geopolítica.

COOPERAÇÃO ENTRE LATAM E ÁFRICA E DÍVIDA HISTÓRICA

Na oportunidade, o presidente brasileiro defendeu uma cooperação mútua entre América Latina e África. Em seu discurso, ele destacou os pontos em comum entre as duas regiões, como a presença das maiores florestas tropicais do mundo — a Amazônia e a floresta do Congo — e desafios compartilhados nas áreas de desenvolvimento e combate à pobreza.

O líder também mencionou a existência de iniciativas de cooperação entre África e América Latina. Destes citados, ele fez referência a projetos que envolvem o uso de inteligência artificial brasileira. Segundo ele, essas parcerias podem contribuir para reduzir desigualdades e ampliar o acesso à tecnologia.

Lula falou em “dívida histórica” com o continente fazendo referência a mais de 350 anos de escravidão. Segundo ele, políticas públicas como a lei de cotas são importantes, mas ainda não suficientes para reparar os danos.

AUMENTO DE TENSÕES GLOBAIS

Lula comentou também sobre o aumento de tensões globais no mundo. Segundo o líder do executivo, hoje há um maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial no mundo.

“Estou extremamente preocupado com o que está acontecendo no mundo de hoje”, afirmou.

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