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Zema diz que direita “perdeu” ao deixar Tarcísio fora da disputa presidencial

Pré-candidato pelo Novo afirmou que Bolsonaro incentivou sua candidatura e defendeu mais de um nome da direita no primeiro turno

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  • Romeu Zema elogia Tarcísio de Freitas como candidato viável à Presidência.
  • Zema afirma que a direita perdeu ao não lançar Tarcísio na disputa.
  • Ex-governador conversou com Bolsonaro e recebeu apoio para a pré-candidatura.
  • Zema defende que mais candidatos da direita fortalecem o campo político.
  • Reconhece aumento de 300% no salário, mas diz que doa integralmente o valor.
Romeu Zema, do partido Novo | Foto: Ismael Soares/SVM
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O pré-candidato à Presidência da República pelo Novo e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou nesta terça-feira (7) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), seria uma candidatura "extremamente viável" ao Palácio do Planalto e avaliou que a direita "perdeu" ao não lançá-lo na disputa.

A declaração foi feita durante um evento do Women Invest, voltado ao mercado financeiro feminino, em São Paulo, ao responder a uma pergunta sobre sua projeção nacional e o fortalecimento de seu nome fora de Minas Gerais.

O Brasil poderia ter uma candidatura extremamente viável hoje e sem nenhuma rejeição maior. Você vê, o governador Tarcísio governou muito bem como governador e também como ministro. Por questões familiares, etc., colocaram ele no segundo plano e, com isso, a direita perdeu no Brasil.

Ao comentar o cenário eleitoral, Zema destacou a gestão de Tarcísio tanto no governo paulista quanto à frente do Ministério da Infraestrutura e afirmou que o governador teria condições de disputar a Presidência.

Segundo o pré-candidato, a decisão de Tarcísio de não entrar na corrida presidencial acabou enfraquecendo o campo da direita.

Bolsonaro incentivou candidatura, diz Zema

Durante o evento, Zema também afirmou que conversou com o ex-presidente Jair Bolsonaro antes de oficializar sua pré-candidatura e disse ter recebido apoio para entrar na disputa.

Eu tive com Bolsonaro antes de lançar e ele falou: ‘Vai em frente, melhor para a direita'.

Zema rejeitou a avaliação de que múltiplas candidaturas da direita representem divisão política e defendeu que o campo tenha mais de um representante no primeiro turno.

Alguém concluiu que a direita está dividida. Não está, pelo contrário, fortalece a direita. Quanto mais candidatos à direita tiver, melhor.

Ele acrescentou que, em um eventual segundo turno, o candidato da direita que avançar deverá receber o apoio dos demais concorrentes do mesmo campo político.

O ex-governador também relembrou sua participação na campanha de Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022, após ser reeleito em Minas Gerais.

Salário e transparência

Em outro momento do evento, Zema comentou as críticas ao reajuste do próprio salário durante seu mandato como governador de Minas Gerais.

Ele reconheceu que houve um aumento de cerca de 300% na remuneração, mas afirmou que doa integralmente o valor recebido desde o início do mandato.

Segundo Zema, a medida teve como objetivo equiparar os salários do alto escalão mineiro aos de outros estados e dar transparência à remuneração de secretários estaduais, que, segundo ele, era complementada por outros mecanismos.

Vamos parar de tampar o sol com a peneira e vamos dar transparência, porque eu sou totalmente contrário a esse tipo de prática.

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