- Aliados de Lula avaliam que ele pode ficar de fora do primeiro debate da campanha presidencial, marcado para 16 de agosto.
- Adversários devem focar críticas ao presidente, que lidera as pesquisas e é o único candidato da esquerda no confronto.
- Debate ocorre no mesmo dia do lançamento oficial da candidatura de Lula no Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo.
- Lula lidera as pesquisas com 40% das intenções de voto e tem vantagem de oito pontos sobre Flávio Bolsonaro.
- Participação de Lula em cada debate será definida caso a caso, segundo fontes próximas ao presidente.
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que o petista pode ficar de fora do primeiro debate da campanha presidencial, marcado para 16 de agosto. A avaliação é de que, por liderar as pesquisas de intenção de voto e ser o único candidato do campo da esquerda no confronto, Lula tende a concentrar os ataques dos adversários.
Adversários devem focar críticas ao presidente
Entre os principais concorrentes de Lula estão Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão), que devem participar do debate. Segundo aliados, o cenário favorece uma estratégia de ataques concentrados ao presidente durante o encontro.
Apesar da avaliação feita por integrantes da campanha, fontes próximas ao presidente afirmam que a ausência de Lula no debate ainda não foi discutida oficialmente. A tendência, segundo essas fontes, é que a participação do candidato em cada debate seja definida caso a caso, de acordo com o andamento da campanha.
Evento de lançamento da candidatura ocorre na mesma data
Outro fator considerado pela campanha é que o debate está marcado para o mesmo dia do lançamento oficial da candidatura de Lula, previsto para ocorrer no Estádio Primeiro de Maio, em São Bernardo do Campo (SP), cidade considerada o berço político do presidente.
A discussão ocorre em um momento em que Lula aparece à frente nas pesquisas de intenção de voto.
Segundo o levantamento Genial/Quaest, o presidente registra 40% das intenções de voto no primeiro turno e tem oito pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em um eventual segundo turno. A pesquisa também aponta melhora na avaliação do governo e redução da rejeição ao petista.