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Eleições municipais tiveram 21,71% de abstenção: 'Continua alto', diz Cármen Lúcia

Porcentagem de eleitores que não compareceram foi maior que nas eleições municipais de 2016 e menor que em 2020, no auge da pandemia

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia | Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, informou que a abstenção no primeiro turno das eleições municipais deste domingo (6) foi de 21,71%. Essa porcentagem de eleitores que não compareceram foi superior à de 2016 (17,58%), mas inferior à de 2020 (23,15%), que ocorreu durante o pico da pandemia de Covid-19. Cármen Lúcia concedeu uma coletiva no TSE para fazer um balanço da votação do primeiro turno. 

"Nós tivemos índice de abstenção que continua sendo alto para os nossos padrões", afirmou a ministra.

DEFESA DA DEMOCRACIA

Em sua fala, Cármen Lúcia defendeu a democracia e as instituições do Estado democrático.

"Nós retomamos uma condição de considerar normal, válido, e não depreciar as instituições na busca de romper com a institucionalidade democrática, [rompimento] que só contraria a própria sociedade", afirmou.

SEGURANÇA

A ministra agradeceu às forças de segurança — federais, estaduais e municipais — por garantirem um "final de domingo eleitoral sem maiores sobressaltos" e um "sossego democrático". Ela destacou que, durante os crimes eleitorais deste domingo, a polícia apreendeu R$ 1,7 milhão em dinheiro irregular.

"A polícia registrou — e eu quero fazer um agradecimento especial às forças de segurança — 295 ocorrências. Há inquéritos apurados nesse período. Nesse período, em toda a atuação da PF, houve o registro, só na data de hoje foram apreendidos R$ 1,7 milhão em espécie de ilícitos apurados pela PF e, em toda a campanha, mais de R$ 21 milhões em espécie foram apurados pela PF", afirmou.

POUCA REPRESENTATIVIDADE FEMININA

A ministra lamentou que, no primeiro turno, nenhuma mulher tenha sido eleita para prefeitura de capital.

"Acho uma pena e muito triste que, mesmo com todas as campanhas que já são feitas, e nós já melhoramos, somos hoje mulheres em permanente movimento para que a gente tenha efetividade dos direitos, do direito à dignidade e respeito igual a todos os outros, mas a despeito disso ainda temos uma situação como essa, no primeiro turno nenhuma mulher eleita nas capitais dos estados", afirmou Cármen.

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