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Eleição de 2026 é a primeira do século sem mulheres em chapas competitivas

Das 13 candidaturas à Presidência confirmadas, mulheres aparecem apenas em partidos sem representação no Congresso Nacional

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  • Eleição presidencial de 2026 será primeira sem mulheres em chapas de partidos competitivos, segundo levantamento da Folha.
  • Das 13 candidaturas confirmadas, mulheres estão apenas em legendas sem representação no Congresso Nacional.
  • Flávio Bolsonaro anunciou Alfredo Gaspar como vice, formando chapa exclusivamente masculina em partidos com representação parlamentar.
  • Desde 2002, ao menos uma mulher participava das chapas de partidos com presença no Legislativo, mas isso mudou em 2026.
  • Em 2022, Simone Tebet, Mara Gabrilli e outras mulheres estavam em chapas de partidos com representação no Congresso.
Eleição de 2026 é a primeira do século sem mulheres em chapas competitivas | Foto: Reprodução
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A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século sem mulheres em chapas de partidos competitivos, segundo levantamento publicado pela Folha de S.Paulo. Das 13 candidaturas à Presidência já confirmadas, as mulheres estão concentradas em legendas sem representação no Congresso Nacional. Desde 2002, ao menos uma mulher havia participado da disputa pelo Palácio do Planalto como candidata a presidente ou vice em partidos com presença no Legislativo.

Cenário atual

A mudança no cenário ocorreu após Flávio Bolsonaro (PL) anunciar, na quarta-feira (5), o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente. Com a definição, as principais chapas que aparecem nas pesquisas recentes passaram a ser formadas exclusivamente por homens.

As candidaturas confirmadas até o momento são:

  • Luiz Inácio Lula da Silva (PT) + Geraldo Alckmin (PSB)
  • Flávio Bolsonaro (PL) + Alfredo Gaspar (PL)
  • Ronaldo Caiado (PSD) + Gilberto Kassab (PSD)
  • Renan Santos (Missão) + Aroldo Medina (Missão)
  • Romeu Zema (Novo) + Eduardo Girão (Novo)
  • Augusto Cury (Avante) + Júlio Delgado (Avante)
  • Leonardo Avalanche (PRTB) + Tenente Dalma (PRTB)
  • Samara Martins (UP) + Raquel Brício (UP)
  • Edmilson Costa (PCB) + Cleusa Santos (PCB)
  • Rui Costa Pimenta (PCO) + Antônio Carlos Silva (PCO)
  • Hertz Dias (PSTU) + Vanessa Portugal (PSTU)
  • Clariana Barão (DC) + Fabiana Torquato (DC)
  • Wilson Grassi (Democrata) + vice ainda não definido

Entre as 13 chapas, Samara Martins (UP), Raquel Brício (UP), Cleusa Santos (PCB), Vanessa Portugal (PSTU), Clariana Barão (DC) e Fabiana Torquato (DC) são as mulheres que aparecem nas composições confirmadas. As legendas não possuem representação no Congresso Nacional.

Histórico

Nas eleições anteriores, mulheres estiveram presentes nas chapas de partidos com representação no Congresso. Em 2022, por exemplo, Simone Tebet (MDB), Mara Gabrilli (PSB), Ana Paula Matos (PDT) e Soraya Thronicke (União) participaram da disputa em chapas de partidos com representação parlamentar.

Em 2018, Marina Silva (Rede) disputou a Presidência, enquanto outras mulheres apareceram como vice: Kátia Abreu (PDT), Manuela D'Ávila (PCdoB), Ana Amélia Lemos (PP) e Sonia Guajajara (PSOL).

Já em 2014, Dilma Rousseff (PT) foi candidata à Presidência, enquanto Luciana Genro (PSOL) e Marina Silva (PSB) também disputaram o cargo. Dilma havia sido eleita quatro anos antes, em 2010, tornando-se a primeira e, até hoje, única mulher a ocupar a Presidência da República.

Em 2006, Heloísa Helena (PSOL) concorreu à Presidência, enquanto Ana Maria Rangel disputou o cargo pelo Republicanos. Na eleição de 2002, José Serra (PSDB) teve Rita Camarata como candidata a vice-presidente.

O cenário de 2026, portanto, marca uma mudança em relação às disputas presidenciais realizadas desde o início do século, já que nenhuma das principais chapas formadas por partidos com representação no Congresso tem uma mulher na composição até o momento.

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