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Documentos ligando Trump a abuso sexual foram apagados do Caso Epstein

Reportagem revelou 50 páginas de entrevistas do FBI com mulher que acusa ex-presidente de abuso aos 13 anos.

Donald x Jefrey Epstein | Foto: Reprodução/redes sociais
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Uma séria de documentos que supostamente registravam a ligação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a um caso de abuso sexual de uma menor de idade, foram apagados dos arquivos relacionados ao Caso Epstein. As informações foram divulgadas por uma reportagem do National Public Radio (NPR).

A reportagem cita a ocultação de 50 páginas de entrevistas do FBI, e notas de conversas com uma mulher que não teve seu nome divulgado, que teria denunciado o presidente por abuso sexual anos atrás, quando tinha apenas 13 anos.

A apuração identificou dezenas de páginas que foram registradas pelo Departamento de Justiça, mas não tornadas públicas. O vice-procurador-geral dos Estados Unidos, Todd Blanche, que já atuou como advogado de Donald Trump, tem afirmado que não existem novos arquivos relacionados a Epstein a serem divulgados. A declaração, no entanto, é questionada por parlamentares do Partido Democrata e por uma entidade que representa vítimas de Jeffrey Epstein e Ghislaine Maxwell. Eles acusam a gestão Trump de não ter disponibilizado a totalidade dos documentos vinculados ao caso.

Procurado pela NPR, o Departamento de Justiça norte-americano optou por não responder oficialmente aos questionamentos sobre esses arquivos específicos, inclusive quanto ao teor do material e às razões para a ausência de divulgação.

Após a veiculação da reportagem, a porta-voz do órgão, Natalie Baldassarre, reforçou à emissora que eventuais documentos não publicados são considerados confidenciais, repetidos ou fazem parte de investigações federais ainda em curso.

O congressista democrata Robert Garcia também se manifestou depois da publicação da matéria. Segundo ele, houve análise dos “registros de evidências não editados no Departamento de Justiça”. Garcia declarou que integrantes democratas do comitê de supervisão confirmam indícios de que o órgão teria retido, de forma ilegal, entrevistas conduzidas pelo FBI com uma sobrevivente que acusa o ex-presidente Donald Trump de crimes graves.

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