- Presidente Lula embarca para os EUA para discursar na abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York.
- Discurso de Lula foca na defesa da soberania brasileira e rejeição a interferências externas nas decisões do país.
- Brasil é o primeiro país a discursar na abertura do Debate Geral da ONU, com tema sobre confiança e transformação.
- Lula critica classificação dos EUA como terroristas os grupos PCC e Comando Vermelho, em meio a tensões bilaterais.
- Assembleia Geral da ONU enfrenta desafios orçamentários e questionamentos sobre sua eficácia em crises humanitárias.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva embarca neste domingo (20) para os Estados Unidos, onde participará da abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. O discurso do brasileiro, marcado para terça-feira (22), deve ter como principal foco a defesa da soberania nacional, além da proteção das instituições democráticas e da rejeição a interferências externas nas decisões do Brasil.
Discurso de abertura
Pela tradição da ONU, o Brasil é o primeiro país a discursar na abertura do Debate Geral, seguido pelos Estados Unidos. A programação deste ano reúne representantes dos 193 países-membros entre 22 e 28 de setembro. O tema da 81ª sessão é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma Organização das Nações Unidas que atenda a todas as pessoas”.
Segundo informações do Palácio do Planalto, Lula deve abordar a defesa da soberania brasileira e das instituições democráticas, em meio às discussões sobre possíveis interferências externas nas eleições brasileiras.
Relação com os EUA
Apesar da expectativa em torno da presença dos dois presidentes em Nova York, não há uma reunião bilateral formal prevista entre Lula e Donald Trump durante a passagem pela cidade.
Na sexta-feira (18), Lula voltou a criticar a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O tema ocorre em meio ao aumento das tensões entre os dois países.
Crise da ONU
A Assembleia Geral deste ano ocorre em meio a discussões sobre a capacidade da ONU de responder a conflitos armados e crises humanitárias, além de debates sobre o futuro do multilateralismo.
A organização também enfrenta restrições orçamentárias após a redução de repasses voluntários dos Estados Unidos para agências da ONU. O impacto já atinge programas de assistência humanitária e ações de saúde e nutrição em países afetados por conflitos e crises.