- Diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, afirma que instituição atua com imparcialidade e autonomia, sem proteger ou perseguir pessoas.
- Declaração foi feita durante cerimônia de formatura de quase 700 novos policiais federais, destacando missão constitucional da PF.
- Atuação técnica e imparcial da PF é fundamental para preservar sua autonomia e se defender de críticas ou ataques políticos.
- PF enfrenta tensão com ministro André Mendonça do STF, que relata inquéritos considerados relevantes para a instituição.
- Governo tenta aproximar diretor da PF e ministro do STF, mas até o momento não houve resultados significativos.
O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou nesta sexta-feira (28) que a instituição atua de forma técnica e autônoma, sem “proteger ou perseguir” pessoas. Segundo ele, a postura “imparcial e sem viés político” da corporação é o que permite à PF preservar sua autonomia e se defender de “qualquer ataque”.
“Tenho total tranquilidade em afirmar, sem rodeios, que nessa gestão trabalhamos com transparência e foco na missão constitucional, sem proteger ou perseguir, com atuação rigorosa e intransigente no combate ao crime organizado”, disse.
A declaração foi dada durante a cerimônia de formatura de quase 700 novos policiais federais. No evento, Andrei destacou que os profissionais passam a integrar uma das instituições mais respeitadas do país e que devem atuar de acordo com a Constituição, as leis e a responsabilidade institucional.
Atuação sem viés político
Ao falar aos formandos, o diretor-geral afirmou que a atuação técnica da PF é fundamental para garantir a autonomia da instituição, independentemente da origem das críticas ou dos ataques.
“Nunca se esqueçam, a atuação técnica, imparcial e livre de qualquer viés político é o que nos permite defender nossa instituição de qualquer ataque, não importa de onde venham”, afirmou.
Declaração ocorre em meio a tensão
A fala ocorre em meio a um momento de tensão entre Andrei Rodrigues e o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator de inquéritos considerados relevantes para a PF.
Entre as investigações estão o caso envolvendo o Banco Master, os descontos irregulares no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além de dois inquéritos relacionados a Lulinha, investigado por tráfico de influência, e o caso “Dark Horse”, que apura o uso de recursos do Banco Master para a produção de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
As divergências envolvem críticas dos dois lados. Segundo a CNN Brasil, a PF sustenta que haveria interferência de Mendonça para acelerar investigações que poderiam atingir o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Já interlocutores do ministro apontam suposta lentidão da corporação em inquéritos que envolvem pessoas próximas ao presidente.
Governo tenta aproximar os dois
Diante do impasse, o governo federal tenta promover uma aproximação entre Andrei e Mendonça. As articulações envolvem intermediários como o advogado-geral da União, Jorge Messias, e o ministro da Justiça, Wellington César.
Até o momento, porém, as tentativas não tiveram resultado. Segundo a CNN, interlocutores dos dois lados não identificam sinais de que Andrei Rodrigues esteja disposto a se reunir com André Mendonça.