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Dino cita indicação de emendas por Eduardo Cunha e manda bloquear até R$ 6 milhões

Ministro Flávio Dino determina bloqueio de R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por suspeita de desvio de emendas parlamentares.

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  • Ministro Flávio Dino bloqueia R$ 6 milhões de Eduardo Cunha por suspeita de desvio de emendas parlamentares.
  • Decisão do STF foi publicada em 12 de julho e baseia-se em investigações da Polícia Federal.
  • Operação Transparência apontou ausência de controle na distribuição de recursos em emendas parlamentares.
  • Mariângela Fialek, funcionária da Câmara, foi alvo de investigações que revelaram desvio de verbas públicas.
  • 21 emendas parlamentares, totalizando R$ 6,15 milhões, foram identificadas como falsamente documentadas.
Eduardo Cunha | Foto: Reprodução
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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o bloqueio de R$ 6 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha (Republicanos-MG), por suspeita de desvio de emendas parlamentares.

A decisão é de 6 de julho e tornou-se pública neste domingo (12).

A indicação de emendas é uma prerrogativa de deputados e senadores em exercício. Mas a Polícia Federal identificou que Eduardo Cunha, que é ex-deputado, "dispõe dos serviços de MARIANGELA FIALEK e da liberalidade política para destinar recursos conforme seus interesses, em sintomas inequívocos do cometimento dos crimes de peculato".

As medidas ocorrem após uma representação da PF que é desdobramento da chamada "Operação Transparência", realizada em dezembro do ano passado e que teve a funcionária da Câmara Mariângela Fialek, a Tuca, como alvo.

"Como dito, se na primeira etapa da Operação Transparência já se tinha por muito delineada ausência de controle na distribuição desses valores em emendas, o aprofundamento das investigações passou a delimitar situações claras de desvio desses valores a partir da figura de TUCA. A extração e análise de dados do aparelho de MARIÂNGELA FIALEK indica a existência de um arranjo decisório paralelo para a destinação de verbas públicas, no qual EDUARDO COSENTINO DA CUNHA, desprovido de mandato, aparece como vetor relevante de definição e remanejamento de emendas", diz trecho da decisão de Dino.

A decisão do ministro Dino afirma ainda que, "das pesquisas realizadas, foram identificadas pelo menos 21 emendas parlamentares, num total de R$ 6,15 milhões, que foram empenhadas e pagas e que, nesse cenário, foram forjadamente documentadas para escamotear o verdadeiro solicitante da indicação." 


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